Lembram-se do meu post acerca de doar medula óssea?
Aqui vai mais uma razão (como se já não existissem suficientes...)
http://podiasereu.no.sapo.pt/
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
domingo, fevereiro 17, 2008
Fim de semana no Algarve
Este fim de semana fui a um congresso, oferecido pela Generis aos Internos do Ano Comum - 3º Encontro Nacional de Internos de Medicina Geral.
Foi um dia inteiro com apresentações de casos clínicos de Otorrino, Pediatria, Gastrenterologia, Cardiologia, Neurologia e Cirurgia Geral. Presidido pelo Dr. Novo de Matos, com sentido de humor notável, as apresentações foram interessantes, focando alguns temas mais simples e importantes para nós, que iremos lidar de perto com casos semelhantes nas urgências hospitalares.
Foi um dia cansativo mas interessante. Durante as apresentações havia televoto (como no Quem Quer Ser Milionário), em que escolhíamos opções a perguntas feitas pelos palestrantes. Valeu a pena, e aconselho (a quem esteja indeciso no próximo ano...)
À noite houve também um animado jantar comemorativo, oferecido pelo Laboratório.
O pior foi a viagem de camionete Porto-Algarve de ida na 6ª feira e volta no Domingo.
Foi um dia inteiro com apresentações de casos clínicos de Otorrino, Pediatria, Gastrenterologia, Cardiologia, Neurologia e Cirurgia Geral. Presidido pelo Dr. Novo de Matos, com sentido de humor notável, as apresentações foram interessantes, focando alguns temas mais simples e importantes para nós, que iremos lidar de perto com casos semelhantes nas urgências hospitalares.
Foi um dia cansativo mas interessante. Durante as apresentações havia televoto (como no Quem Quer Ser Milionário), em que escolhíamos opções a perguntas feitas pelos palestrantes. Valeu a pena, e aconselho (a quem esteja indeciso no próximo ano...)
À noite houve também um animado jantar comemorativo, oferecido pelo Laboratório.
O pior foi a viagem de camionete Porto-Algarve de ida na 6ª feira e volta no Domingo.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Despedida de Obstetrícia
6ª feira é dia de consulta de gravidez de risco. Acompanham-se grávidas que por alguma razão médica têm gravidez considerada de alto risco (por exemplo, diabetes, hipertensão arterial), que obriga a um acompanhamento mais próximo do desenvolvimento fetal e estado materno.
No entanto, por hoje ser o dia de partida para o 3º encontro de Internos de Medicina Geral, a minha tutora dispensou-me de funções.
Foi um mês bem passado, com o humor da minha tutora a animar os dias. Também deu para consolidar alguns conhecimentos já aprendidos durante o curso...
No entanto, por hoje ser o dia de partida para o 3º encontro de Internos de Medicina Geral, a minha tutora dispensou-me de funções.
Foi um mês bem passado, com o humor da minha tutora a animar os dias. Também deu para consolidar alguns conhecimentos já aprendidos durante o curso...
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Urgência + Formação
5ª feira é dia de Urgência no S. Marcos. No entanto, o Programa de Integração do Médico Interno do Hospital de Santa Maria Maior inclui algumas acções de formação em temas gerais da Medicina, com intuito de relembrar alguns conceitos básicos - ferramentas que nos ajudarão ao longo de este ano.
Hoje o tema foi sessão interactiva de telerradiografia do Tórax, ministrado pelo especialista em Pneumologia do Hospital, Dr. Francisco Barros. Foi uma sessão animada, interessante, simples e eficaz.
De tarde, a urgência também foi animada: assisti a um parto eutócico e ajudei numa curetagem uterina após abortamento espontâneo, no bloco operatório.
O parto é sempre um momento emocionante, apesar de ser visualmente agressivo. Mas ver uma Mãe olhar para o filho pela primeira vez é uma imagem que não tem preço... e também é engraçado ver o Pai quase a cair para o lado :D
Hoje o tema foi sessão interactiva de telerradiografia do Tórax, ministrado pelo especialista em Pneumologia do Hospital, Dr. Francisco Barros. Foi uma sessão animada, interessante, simples e eficaz.
De tarde, a urgência também foi animada: assisti a um parto eutócico e ajudei numa curetagem uterina após abortamento espontâneo, no bloco operatório.
O parto é sempre um momento emocionante, apesar de ser visualmente agressivo. Mas ver uma Mãe olhar para o filho pela primeira vez é uma imagem que não tem preço... e também é engraçado ver o Pai quase a cair para o lado :D
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
4ª feira
4ª feira é dia de consulta de Ginecologia.
Correu sem nada de especial a assinalar - também há dias assim...
Correu sem nada de especial a assinalar - também há dias assim...
Grávidas e aspirantes
3ª feira. De manhã há consulta de ginecologia geral. À tarde, consulta de termo e depois consulta de infertilidade. Durante a manhã, a minha orientadora de estágio esteve ocupada com actividades administrativas. Durante a tarde foram 18 consultas seguidas.
Na consulta de termo, faz-se o acompanhamento das últimas semanas da gravidez, em que o parto se torna eminente. A rotina inclui avaliação das análises/exames feitos durante a gravidez e solicitação de exames não realizados, bem como avaliação de correctas condições para o parto. Faz-se por exemplo, a pesquisa de Streptococcus agalacteae no canal de parto - uma das principais causas de pneumonia pós-nata. É feito também toque vaginal para verificar o estado do colo uterino/apresentação, cardiotocografia para verificar existência de contracções uterinas/sua relação com os batimentos cardíacos fetais e verifica-se o volume de líquido amniótico.
Já na consulta de infertilidade, inicia-se/acompanha-se estudo de casais inférteis - tratando o possível, encaminhando o que está fora do alcance dos meios locais.
Assim foi uma manhã tranquila e uma tarde animada.
Na consulta de termo, faz-se o acompanhamento das últimas semanas da gravidez, em que o parto se torna eminente. A rotina inclui avaliação das análises/exames feitos durante a gravidez e solicitação de exames não realizados, bem como avaliação de correctas condições para o parto. Faz-se por exemplo, a pesquisa de Streptococcus agalacteae no canal de parto - uma das principais causas de pneumonia pós-nata. É feito também toque vaginal para verificar o estado do colo uterino/apresentação, cardiotocografia para verificar existência de contracções uterinas/sua relação com os batimentos cardíacos fetais e verifica-se o volume de líquido amniótico.
Já na consulta de infertilidade, inicia-se/acompanha-se estudo de casais inférteis - tratando o possível, encaminhando o que está fora do alcance dos meios locais.
Assim foi uma manhã tranquila e uma tarde animada.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Começa bem a semana
2ª feira é sem dúvida o dia mais agitado na consulta de Ginecologia, no HSMM. Isto sobretudo porque, como metade do corpo clínico se demitiu após o encerramento do Bloco de Partos, os restantes clínicos ficaram sobrecarregados com esses doentes, além das consultas urgentes pedidas pelos centros de saúde da região.
Assim, nesta 2ª feira, demos 30 consultas de manhã (das 9h-14h), e isto porque faltaram 4 doentes. Portanto muito trabalhinho. A maioria são consultas de referência do CS, em que houve alterações nos resultados de rastreios - cancro do colo do útero, cancro da mama; por necessidade de alteração de método anticoncepcional; consultas de revisão, etc.
De tarde é mais tranquilo. Como a minha orientadora não tem horário de tarde, ocupo-me a estudar ou com outras actividades. Na semana passada, por exemplo, assisti à consulta de Psicologia com a psicóloga do hospital, que foi muito interessante - casos de obesidade infantil e dificuldade de aprendizagem.
Assim, nesta 2ª feira, demos 30 consultas de manhã (das 9h-14h), e isto porque faltaram 4 doentes. Portanto muito trabalhinho. A maioria são consultas de referência do CS, em que houve alterações nos resultados de rastreios - cancro do colo do útero, cancro da mama; por necessidade de alteração de método anticoncepcional; consultas de revisão, etc.
De tarde é mais tranquilo. Como a minha orientadora não tem horário de tarde, ocupo-me a estudar ou com outras actividades. Na semana passada, por exemplo, assisti à consulta de Psicologia com a psicóloga do hospital, que foi muito interessante - casos de obesidade infantil e dificuldade de aprendizagem.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Resposta a Leticia (2)
Olá Leticia,
Procurei o Raul (desculpa a demora!), e pelo que me disseram era IAC 2007, pelo que infelizmente já não está no Hospital Sta Maria Maior. Segundo consta, parece que entrou para Medicina Geral e Familiar, no CS Ponte de Lima..
Espero que ajude...
Procurei o Raul (desculpa a demora!), e pelo que me disseram era IAC 2007, pelo que infelizmente já não está no Hospital Sta Maria Maior. Segundo consta, parece que entrou para Medicina Geral e Familiar, no CS Ponte de Lima..
Espero que ajude...
Correcções
Hoje foi dia de correcções - saiu a chave definitiva da Prova Nacional de Seriação 2007. Como era de esperar, muitas perguntas tiveram a correcção alterada/anulada. Inesperado foi o facto de serem 20 as perguntas com alterações - 7 anuladas e 13 alteradas. Isto significa que 1/5 do exame não foi bem elaborado.
Acho que o número fala por si.
Isto veio confirmar o que já andava a sentir à muito tempo: este método de seriação não está bem. Está podre. Tem-se mostrado falível de mais para ser um método justo. Claro que qualquer método que pretenda seriar cerca de 1000 pessoas terá sempre viéses e variáveis que o tornarão mais ou menos injusto, mas parece-me que o exame, nos moldes em que é realizado actualmente, deixou de ser um método fiável (às incorrecções acrescem as injustiças locais de realização, já aqui discutidas em posts anteriores).
Acho que está na altura de a ACSS repensar o sistema. Não tenho a solução ideal, mas acima de tudo acho que o mais importante é repensar o sistema actual.
Relativamente ao meu exame, passei a ter certas mais 10 perguntas - algumas tinha reclamado, outras não. Pelas minhas contas, ficarei com uma nota final de 78 em 100 (isto se não me tiver enganado a preencher a folha de respostas...). Fiquei muito contente, porque se aproximou mais das minhas expectativas, do esforço que dispendi para este exame. Mas não sei bem o que isto significa - só quando tivermos o resultado da seriação poderei dizer se realmente foi bom ou não...
De qualquer forma, é um número que me faz mais feliz...
Agora importa continuar o Ano Comum, tentar tirar o máximo partido deste ano, e começar a elaborar um plano para o resto da vida. A escolha da especialidade parece longe, mas um ano passa a correr...
Acho que o número fala por si.
Isto veio confirmar o que já andava a sentir à muito tempo: este método de seriação não está bem. Está podre. Tem-se mostrado falível de mais para ser um método justo. Claro que qualquer método que pretenda seriar cerca de 1000 pessoas terá sempre viéses e variáveis que o tornarão mais ou menos injusto, mas parece-me que o exame, nos moldes em que é realizado actualmente, deixou de ser um método fiável (às incorrecções acrescem as injustiças locais de realização, já aqui discutidas em posts anteriores).
Acho que está na altura de a ACSS repensar o sistema. Não tenho a solução ideal, mas acima de tudo acho que o mais importante é repensar o sistema actual.
Relativamente ao meu exame, passei a ter certas mais 10 perguntas - algumas tinha reclamado, outras não. Pelas minhas contas, ficarei com uma nota final de 78 em 100 (isto se não me tiver enganado a preencher a folha de respostas...). Fiquei muito contente, porque se aproximou mais das minhas expectativas, do esforço que dispendi para este exame. Mas não sei bem o que isto significa - só quando tivermos o resultado da seriação poderei dizer se realmente foi bom ou não...
De qualquer forma, é um número que me faz mais feliz...
Agora importa continuar o Ano Comum, tentar tirar o máximo partido deste ano, e começar a elaborar um plano para o resto da vida. A escolha da especialidade parece longe, mas um ano passa a correr...
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Doente
Eu bem tentei resistir, mas o bicho lá me conseguiu apanhar. Fui contagiado pelo vírus da gripe (ou outro qualquer parecido)... como sou pouco resistente (um paridinho, vá!) fiquei a morrer na minha urgência... felizmente a minha tutora teve compaixão de mim e deixou-me sair mais cedo (não fosse eu contaminar o serviço todo!). Difícil foi fazer a viagem de Braga para o Porto com febre, mas cheguei (mais ou menos) inteiro.
Começou com mialgias e artralgias, e propagou-se para cefaleias e prostração - não gosto nada de ver estes sintomas em mim. Isto de estar doente não é nada fácil.
Numa tentativa de encurtar o período de doença, comecei a tomar um ciclo de oseltamivir, vulgo Tamiflu. Vamos ver se a recuperação é mais rápida, porque apesar de ter baseado o diagnóstico nos sintomas/dados epidemiológicos (anda para aí muita gripe!), não fiz diagnóstico definitivo (que se faz isolando o vírus, ou com um teste rápido - neste link tem as recomendações da OMS para uso desses testes, que não sei se estão disponíveis em Portugal)
No próximo ano não deixarei de tomar a vacina anti-gripe...
Mais info sobre gripe aqui e aqui.
Começou com mialgias e artralgias, e propagou-se para cefaleias e prostração - não gosto nada de ver estes sintomas em mim. Isto de estar doente não é nada fácil.
Numa tentativa de encurtar o período de doença, comecei a tomar um ciclo de oseltamivir, vulgo Tamiflu. Vamos ver se a recuperação é mais rápida, porque apesar de ter baseado o diagnóstico nos sintomas/dados epidemiológicos (anda para aí muita gripe!), não fiz diagnóstico definitivo (que se faz isolando o vírus, ou com um teste rápido - neste link tem as recomendações da OMS para uso desses testes, que não sei se estão disponíveis em Portugal)
No próximo ano não deixarei de tomar a vacina anti-gripe...
Mais info sobre gripe aqui e aqui.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Acerca do rastreio do cancro do colo do útero/infecção por HPV
"Mensagem do Dr. Daniel Pereira da Silva director do serviço de Ginecologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra... 2 minutos...
Preciso da vossa ajuda.
Assinem a petição www.cervicalcancerpetition.eu para que o cancro do colo do útero venha a ser discutido no parlamento europeu, de modo a que os rastreios sejam uma realidade em todos os países, nomeadamente em Portugal, onde só existe na região centro. "
Há uns dias atrás, recebi este email que me fez pensar um pouco acerca do problema do cancro
do colo do útero, que tanto mata na Europa (15 mil mulheres/ano).
Antes de mais, esse email veicula uma informação errada: dá a entender que em Portugal não
existe programa de rastreio desse cancro, o que não é verdade. Em Portugal o rastreio é oferecido a todas as mulheres, através do centro de saúde/encaminhamento para consulta de ginecologia/obstetrícia. O que acontece é que, por falta de meios físicos ou recursos humanos por vezes nem sempre é executado o rastreio. Na minha opinião, compete também às utentes solicitar junto do médico de família, a inclusão no referido programa (caso o médico não o faça espontaneamente). De acordo com esta notícia, os médicos de família vão assegurar a realização do rastreio ao cancro do colo do útero nos centros de saúde, conforme advogado no Plano Nacional de Saúde, o que poderá resolver o problema da falta de meios.
Na minha experiência pessoal, tenho verificado que na consulta de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital de Santa Maria Maior é oferecido e incentivada a colpocitologia (vulgo "papanicolau"), exame que efectuado com esse intuito. De facto, eu mesmo tenho efectuado muitas colheitas - uma das poucas coisas que tenho autonomia para fazer sozinho.
De acordo com estas notícias(1, 2) , de facto a região do país que tem obtido melhores resultados em termos de rastreio é a região do centro.
A petição que esteve online até recentemente foi entregue no Parlamento Europeu no dia 22 de Janeiro, com 31.505 assinaturas de cidadãos portugueses, o que me parece muito positivo. No mesmo dia foi publicada também esta notícia, segundo a qual a UE publicará as recomendações relativas ao rastreio do cancro do colo do útero e vacinação contra o HPV no início deste mês.
Ainda como curiosidade, uma empresa portuguesa criou um kit para auto-colheita de células para rastreio. Mais informações aqui.
Relativamente à vacina contra o HPV, sabe-se que o maior beneficio é obtido em raparigas jovens (9-13 anos), que ainda não iniciaram actividade sexual - daí a sua inclusão no PNV. No entanto, tem benefícios comprovados quando administrada até aos 26 anos de idade, mesmo tendo já havido contacto com o vírus. Como não cobre todas as estirpes conhecidas, o rastreio deve continuar a ser efectuado anualmente.
Mais informações aqui e aqui.
Preciso da vossa ajuda.
Assinem a petição www.cervicalcancerpetition.eu para que o cancro do colo do útero venha a ser discutido no parlamento europeu, de modo a que os rastreios sejam uma realidade em todos os países, nomeadamente em Portugal, onde só existe na região centro. "
Há uns dias atrás, recebi este email que me fez pensar um pouco acerca do problema do cancro
do colo do útero, que tanto mata na Europa (15 mil mulheres/ano).
Antes de mais, esse email veicula uma informação errada: dá a entender que em Portugal não
existe programa de rastreio desse cancro, o que não é verdade. Em Portugal o rastreio é oferecido a todas as mulheres, através do centro de saúde/encaminhamento para consulta de ginecologia/obstetrícia. O que acontece é que, por falta de meios físicos ou recursos humanos por vezes nem sempre é executado o rastreio. Na minha opinião, compete também às utentes solicitar junto do médico de família, a inclusão no referido programa (caso o médico não o faça espontaneamente). De acordo com esta notícia, os médicos de família vão assegurar a realização do rastreio ao cancro do colo do útero nos centros de saúde, conforme advogado no Plano Nacional de Saúde, o que poderá resolver o problema da falta de meios.
Na minha experiência pessoal, tenho verificado que na consulta de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital de Santa Maria Maior é oferecido e incentivada a colpocitologia (vulgo "papanicolau"), exame que efectuado com esse intuito. De facto, eu mesmo tenho efectuado muitas colheitas - uma das poucas coisas que tenho autonomia para fazer sozinho.
De acordo com estas notícias(1, 2) , de facto a região do país que tem obtido melhores resultados em termos de rastreio é a região do centro.
A petição que esteve online até recentemente foi entregue no Parlamento Europeu no dia 22 de Janeiro, com 31.505 assinaturas de cidadãos portugueses, o que me parece muito positivo. No mesmo dia foi publicada também esta notícia, segundo a qual a UE publicará as recomendações relativas ao rastreio do cancro do colo do útero e vacinação contra o HPV no início deste mês.
Ainda como curiosidade, uma empresa portuguesa criou um kit para auto-colheita de células para rastreio. Mais informações aqui.
Relativamente à vacina contra o HPV, sabe-se que o maior beneficio é obtido em raparigas jovens (9-13 anos), que ainda não iniciaram actividade sexual - daí a sua inclusão no PNV. No entanto, tem benefícios comprovados quando administrada até aos 26 anos de idade, mesmo tendo já havido contacto com o vírus. Como não cobre todas as estirpes conhecidas, o rastreio deve continuar a ser efectuado anualmente.
Mais informações aqui e aqui.
terça-feira, janeiro 29, 2008
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Resposta a Leticia
Raul? Não é dos IAC deste ano, porque só somos 2 - eu e o Gustavo. Será interno de alguma especialidade?
Se puder ajudo =)
Se puder ajudo =)
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Fim da primeira semana
Esta foi uma semana muito tranquila. Por um lado por ser a primeira - com preenchimento de burocracias na secção de pessoal, distribuição das rotações, atribuições de horários, etc.
Como já tinha referido, a rotação que me calhou começa com Obstetrícia, o que foi muito calmo durante esta semana, porque a minha orientadora está com horário de 35 horas semanais, pelo que fico com horário livre durante 3 tardes, que vou preencher com outras actividades. Por exemplo, na próxima 2ª feira vou assistir à consulta de Psicologia Médica no hospital.
Ontem tive a minha primeira urgência no S. Marco, em Braga, que também correu tranquilamente, uma vez que não houve grande afluência neste dia.
O que mais gostei esta semana foi de conhecer a minha orientadora, Obstetra com 28 anos de experiência, muita sabedoria e um sentido de humor invejável. Vão ser 4 semanas fáceis de passar. O dia que gostei mais foi 3ª feira, com a consulta de termo da gravidez ("pré-parto").
Gostei também de conhecer o ambiente do hospital, falar com os IAC's 2007, que nos passaram "a pasta" e nos ensinaram os truques deste hospital, desta terra, destas gentes...
Como já tinha referido, a rotação que me calhou começa com Obstetrícia, o que foi muito calmo durante esta semana, porque a minha orientadora está com horário de 35 horas semanais, pelo que fico com horário livre durante 3 tardes, que vou preencher com outras actividades. Por exemplo, na próxima 2ª feira vou assistir à consulta de Psicologia Médica no hospital.
Ontem tive a minha primeira urgência no S. Marco, em Braga, que também correu tranquilamente, uma vez que não houve grande afluência neste dia.
O que mais gostei esta semana foi de conhecer a minha orientadora, Obstetra com 28 anos de experiência, muita sabedoria e um sentido de humor invejável. Vão ser 4 semanas fáceis de passar. O dia que gostei mais foi 3ª feira, com a consulta de termo da gravidez ("pré-parto").
Gostei também de conhecer o ambiente do hospital, falar com os IAC's 2007, que nos passaram "a pasta" e nos ensinaram os truques deste hospital, desta terra, destas gentes...
segunda-feira, janeiro 21, 2008
1º dia
O meu primeiro dia foi muito tranquilo.
No Hospital Santa Maria Maior (HSMM), EPE, em Barcelos, entraram hoje ao serviço 10 Internos do Ano Comum. Duas notas engraçadas:
- 80% são mulheres
- 100% são do Porto (80% dos quais formados no São João, os restantes 20% no ICBAS)
Tivemos uma breve apresentação com a Médica responsável pelo Internato, com o representante dos Médicos Internos. Fomos também recebidos pela Directora Clínica do Hospital. Discutiram-se pormenores administrativos, decidiram-se as rotações, fez-se uma visita pelo hospital. Fiquei contente, por ser um hospital pequeno. A dimensão do S. João tornava-o impessoal de mais. Todos os dias via muitas caras a quem não conseguia associar um nome.. Já no HSMM pareceu-me que todos se conheciam. Todos nos cumprimentaram e mostraram sempre um sorriso, uma palavra de boas vindas. Senti-me mais do que "mais um"..
Em princípio teremos 23 dias de férias, que poderemos distribuir ao longo do ano, após os 60 dias exigidos por lei; podem ser aplicados 5 dias por cada mês de estágio - por exemplo, Ginecologia e Obstetrícia, que é um estágio de um mês, somente se pode tirar esses 5 dias. Já em Medicina Interna, que é um estágio de 3 meses, podem-se tirar 15 dias úteis.
A rotação que me calhou em primeiro lugar foi Ginecologia e Obstetrícia. Já vai há um ano, em Penafiel, que tive o último contacto com a especialidade, pelo que se impõe fazer um "brush up" nestes próximos dias, para relembrar conceitos mais básicos...
As urgências serão à 5ª feira em Braga, uma vez que o Bloco de Partos do HSMM fechou em Junho de 2006 (informações aqui e aqui, por exemplo).
Foi um bom primeiro dia! E as vossas experiências, como foram?
No Hospital Santa Maria Maior (HSMM), EPE, em Barcelos, entraram hoje ao serviço 10 Internos do Ano Comum. Duas notas engraçadas:
- 80% são mulheres
- 100% são do Porto (80% dos quais formados no São João, os restantes 20% no ICBAS)
Tivemos uma breve apresentação com a Médica responsável pelo Internato, com o representante dos Médicos Internos. Fomos também recebidos pela Directora Clínica do Hospital. Discutiram-se pormenores administrativos, decidiram-se as rotações, fez-se uma visita pelo hospital. Fiquei contente, por ser um hospital pequeno. A dimensão do S. João tornava-o impessoal de mais. Todos os dias via muitas caras a quem não conseguia associar um nome.. Já no HSMM pareceu-me que todos se conheciam. Todos nos cumprimentaram e mostraram sempre um sorriso, uma palavra de boas vindas. Senti-me mais do que "mais um"..
Em princípio teremos 23 dias de férias, que poderemos distribuir ao longo do ano, após os 60 dias exigidos por lei; podem ser aplicados 5 dias por cada mês de estágio - por exemplo, Ginecologia e Obstetrícia, que é um estágio de um mês, somente se pode tirar esses 5 dias. Já em Medicina Interna, que é um estágio de 3 meses, podem-se tirar 15 dias úteis.
A rotação que me calhou em primeiro lugar foi Ginecologia e Obstetrícia. Já vai há um ano, em Penafiel, que tive o último contacto com a especialidade, pelo que se impõe fazer um "brush up" nestes próximos dias, para relembrar conceitos mais básicos...
As urgências serão à 5ª feira em Braga, uma vez que o Bloco de Partos do HSMM fechou em Junho de 2006 (informações aqui e aqui, por exemplo).
Foi um bom primeiro dia! E as vossas experiências, como foram?
sexta-feira, janeiro 18, 2008
A aquecer os motores
Estou de volta, depois de 7 semanas de férias bem merecidas!
Aproveitei para viajar, fui a Londres e a Berlim, onde tenho amigos a viver.
De volta a .pt, comprei um carrito (com um empréstimo, claro) para me transportar ao Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos. Ontem fui lá apalpar o terreno. É a 60 Km de minha casa, demorei pouco mais de meia hora, o que me parece óptimo.
Era dia de feira em Barcelos, e o mais engraçado é que a feira realiza-se mesmo em frente ao Hospital! Vai ser óptimo sair do trabalho e fazer umas comprinhas na feira ;)
Ver mapa maior
De resto, o sentimento do momento é de ansiedade pela vida nova que começa 2ª feira, e espero estar à altura do que me for pedido...
Aproveitei para viajar, fui a Londres e a Berlim, onde tenho amigos a viver.
De volta a .pt, comprei um carrito (com um empréstimo, claro) para me transportar ao Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos. Ontem fui lá apalpar o terreno. É a 60 Km de minha casa, demorei pouco mais de meia hora, o que me parece óptimo.
Era dia de feira em Barcelos, e o mais engraçado é que a feira realiza-se mesmo em frente ao Hospital! Vai ser óptimo sair do trabalho e fazer umas comprinhas na feira ;)
Ver mapa maior
De resto, o sentimento do momento é de ansiedade pela vida nova que começa 2ª feira, e espero estar à altura do que me for pedido...
sábado, dezembro 22, 2007
Algumas injustiças
No post anterior disse que estava também um bocado enraivecido. Passo a explicar
Se, por um lado, tenho consciência que a minha média de curso é um bocado merdosa - 13,857 para ser preciso - sei, por outro lado, que noutras faculdades as médias são um pouco inflacionadas. Isto porque tenho colegas que concorreram a hospitais de Lisboa, e com médias de curso a rondar 14,5 não conseguiram lugar em nenhum. Isto, porque todos os anos tem sido assim - as médias em Lisboa são sempre mais altas... O que me leva a reflectir em 2 pontos:
1. No acesso ao ensino superior, a média de entrada do último colocado, é invariavelmente maior no Porto.
2. Os alunos de Lisboa são melhores?
Estes são devaneios da minha cabeça, agora vamos aos factos. Durante o 6º ano, tive de defender todas as notas que fossem acima de 16 valores (por defender entenda-se exame oral). Sei em Lisboa isso não acontece (nas outras faculdades não sei como é). O que acontece é que sem grandes dificuldades se tem 20 valores na maioria das cadeiras.
Outro facto é que, se eu tivesse 20 na maioria das cadeiras do 6º ano, a minha média seria muito melhor. Isto porque só fui defender 2 notas: Medicina (que subi para 18, a muito custo) e Ginecologia/Obstetrícia, que fiquei com 17.
Não me parece, portanto, justo que avaliações objectivamente diferentes sirvam para seriar pessoas num concurso. Ou se tenta retirar o máximo de viézes possível, ou continuaremos perante um concurso injusto, que premeia algumas faculdades em detrimento de outras. A isto se alia o facto de os alunos que vêm de faculdades estrangeiras verem o seu esforço ir por água abaixo, quando vêem o 10 na pauta de seriação.
Tem-se falado na ponderação das médias - equiparação entre as médias de todos os cursos - mas pouco se tem feito... Talvez num futuro próximo se tente mudar uma situação que ainda é injusta.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Location, location, location
Saiu ontem de tarde a lista provisória das colocações no Ano Comum. (acho que pela primeira vez a ACSS faz alguma coisa rapidamente.. cheira-me que finalmente puseram os computadores a trabalhar)
A lista é provisória porque, segundo tenho conhecimento (diz que disse), todos os anos há diversas gralhas na lista inicial, desde pessoas que simplesmente não aparecem, a pessoas que não foram colocadas em determinado Hospital, tendo média superior ao último colocado.
Assim, a ACSS publica a lista provisória, a que se segue uma definitiva, a 28 de Dezembro.
Pelo que se lê no ponto 7.6 do regulamento do concurso, previsivelmente começaremos a trabalhar dia 21 de Janeiro, porque, apesar de esse ponto se referir aos que efectuaram exame na 2ª chamada, não encontrei outra data para início do Ano Comum...
"7.6—Os candidatos que realizarem a prova na 2.a chamada serão
distribuídos pelos estabelecimentos de formação do ano comum
sobrantes, de acordo com os critérios referidos no número anterior,
ingressando no internato, previsivelmente, em 21 de Janeiro de 2008."
Eu fiquei colocado no Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos - a minha 7ª opção. Fiquei contente, porque (como já tinha manifestado), era importante para mim ficar perto do Porto. Por curiosidade, aqui está o mapa com as opções que eu considero viáveis:
View Larger Map
Neste momento estou num misto de sensações.
Por um lado contente - consegui o que pretendia
Por outro menos contente - se ficasse no Porto tinha sido melhor
Por outro, amedrontado - e se na lista definitiva as coisas piorarem?
Por outro enraivecido.
Expectativas: tutores top mundial, colegas fantásticos, nível de aprendizagem elevado, exigência alta, mas sem arrogância.
A lista é provisória porque, segundo tenho conhecimento (diz que disse), todos os anos há diversas gralhas na lista inicial, desde pessoas que simplesmente não aparecem, a pessoas que não foram colocadas em determinado Hospital, tendo média superior ao último colocado.
Assim, a ACSS publica a lista provisória, a que se segue uma definitiva, a 28 de Dezembro.
Pelo que se lê no ponto 7.6 do regulamento do concurso, previsivelmente começaremos a trabalhar dia 21 de Janeiro, porque, apesar de esse ponto se referir aos que efectuaram exame na 2ª chamada, não encontrei outra data para início do Ano Comum...
"7.6—Os candidatos que realizarem a prova na 2.a chamada serão
distribuídos pelos estabelecimentos de formação do ano comum
sobrantes, de acordo com os critérios referidos no número anterior,
ingressando no internato, previsivelmente, em 21 de Janeiro de 2008."
Eu fiquei colocado no Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos - a minha 7ª opção. Fiquei contente, porque (como já tinha manifestado), era importante para mim ficar perto do Porto. Por curiosidade, aqui está o mapa com as opções que eu considero viáveis:
View Larger Map
Neste momento estou num misto de sensações.
Por um lado contente - consegui o que pretendia
Por outro menos contente - se ficasse no Porto tinha sido melhor
Por outro, amedrontado - e se na lista definitiva as coisas piorarem?
Por outro enraivecido.
Expectativas: tutores top mundial, colegas fantásticos, nível de aprendizagem elevado, exigência alta, mas sem arrogância.
Expectativas em baixo, não?? =D
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Viajar em 2008
O New York Times elaborou uma lista de 53 lugares a visitar em 2008.
A um deles vou de certeza: Lisboa, que ocupa a 2ª posição!
Para quem gosta de viajar, este tipo de posts dão para ficar a sonhar acordado durante uns momentos, enquanto se faz a lista final das opções para o Ano Comum =)
Fonte: pplware
A um deles vou de certeza: Lisboa, que ocupa a 2ª posição!
Para quem gosta de viajar, este tipo de posts dão para ficar a sonhar acordado durante uns momentos, enquanto se faz a lista final das opções para o Ano Comum =)
Fonte: pplware
terça-feira, dezembro 18, 2007
A escolha de um ano
O que é um ano, para além de 365 dias, e umas tantas horas?
Pode ser muitas coisas.
- Pode ser um ano inútil, perdido, como o que tive quando chumbei no 3º ano da faculdade, com 3 cadeiras: Neuroanatomia (semestral), Histologia (anual) e Imunologia (anual). Um dia contarei o atribulado percurso que tive nos 3 primeiros anos do curso de Medicina.
- Pode ser um ano semi-sabático, como o que tive em 1999, por não ter entrado à primeira na Faculdade.
- Pode ser, entre muitas coisas, mais um ano de vida. Mas como dizia o meu querido Professor Mota Cardoso, no meu juvenil 2º ano da Faculdade: "Encham os anos de vida, e não a vida de anos"
Assim, tenho reflectido muito sobre isso. Tenho reflectido sobre estes 6 meses de estudo que aparentemente não foram aproveitados ao máximo. Tenho meditado como será o ano que se avizinha. Este 2008 redondo, que pode ser um ano de aprendizagem - é o que eu espero deste Ano Comum. Tanto para aprender e conhecer no mundo da Medicina, mas por vezes encontramos no nosso caminho pessoas que não têm muita vontade (ou sabedoria) para nos mostrar alguma luz.
Hoje estive a elaborar a minha lista de escolhas para o Ano Comum. Como a minha média de curso fica pelos 13,85 não posso escolher os hospitais preferidos, no centro das grandes cidades.
No entanto, pelos relatos que tenho tido de outros colegas, nem sempre isso é o mais importante:
- uns, em grandes hospitais, sentem-se desprezados, e sem um papel bem definido, que por vezes não passa de assistente pessoal do Tutor
- outros, em hospitais mais periféricos, de menores dimensões, em que a disposição dos Colegas mais velhos para ensinar aquilo que sabem chega a ser comovente, tal a entrega.
Para mim, as pessoas que se cruzam no meu caminho são como jogar na lotaria. Tanto posso encontrar alguém que me marca e me ensina coisas que nunca esquecerei, como encontrar pessoas que me fazem arrastar pelo hospital como uma massa amorfa inútil.
Ao fazer a minha lista de opções, almejei encontrar pessoas que me marquem, que me ensinem, e que façam este ano valer a pena em termos profissionais, porque viver fora do meu Porto e longe do meu Amor vai ser um sacrifício pessoal - mas que poderá ser largamente compensado por uma grande aprendizagem...
Desejo a todos boas escolhas, e que aprendam muito este ano!!
Pode ser muitas coisas.
- Pode ser um ano inútil, perdido, como o que tive quando chumbei no 3º ano da faculdade, com 3 cadeiras: Neuroanatomia (semestral), Histologia (anual) e Imunologia (anual). Um dia contarei o atribulado percurso que tive nos 3 primeiros anos do curso de Medicina.
- Pode ser um ano semi-sabático, como o que tive em 1999, por não ter entrado à primeira na Faculdade.
- Pode ser, entre muitas coisas, mais um ano de vida. Mas como dizia o meu querido Professor Mota Cardoso, no meu juvenil 2º ano da Faculdade: "Encham os anos de vida, e não a vida de anos"
Assim, tenho reflectido muito sobre isso. Tenho reflectido sobre estes 6 meses de estudo que aparentemente não foram aproveitados ao máximo. Tenho meditado como será o ano que se avizinha. Este 2008 redondo, que pode ser um ano de aprendizagem - é o que eu espero deste Ano Comum. Tanto para aprender e conhecer no mundo da Medicina, mas por vezes encontramos no nosso caminho pessoas que não têm muita vontade (ou sabedoria) para nos mostrar alguma luz.
Hoje estive a elaborar a minha lista de escolhas para o Ano Comum. Como a minha média de curso fica pelos 13,85 não posso escolher os hospitais preferidos, no centro das grandes cidades.
No entanto, pelos relatos que tenho tido de outros colegas, nem sempre isso é o mais importante:
- uns, em grandes hospitais, sentem-se desprezados, e sem um papel bem definido, que por vezes não passa de assistente pessoal do Tutor
- outros, em hospitais mais periféricos, de menores dimensões, em que a disposição dos Colegas mais velhos para ensinar aquilo que sabem chega a ser comovente, tal a entrega.
Para mim, as pessoas que se cruzam no meu caminho são como jogar na lotaria. Tanto posso encontrar alguém que me marca e me ensina coisas que nunca esquecerei, como encontrar pessoas que me fazem arrastar pelo hospital como uma massa amorfa inútil.
Ao fazer a minha lista de opções, almejei encontrar pessoas que me marquem, que me ensinem, e que façam este ano valer a pena em termos profissionais, porque viver fora do meu Porto e longe do meu Amor vai ser um sacrifício pessoal - mas que poderá ser largamente compensado por uma grande aprendizagem...
Desejo a todos boas escolhas, e que aprendam muito este ano!!
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Uma semana passou
E passou muito bem: em férias!
Como muitos devem saber, esta foi uma semana agitada para qualquer IAC "wannabe" (sim, uma vez que ainda não tenho hospital para trabalhar, sou um wannabe). Por um lado, a ressaca do monumental exame - a PNS, como lhe chama a ACSS. Por outro, as reclamações a perguntas da prova, que julgamos não terem sido bem corrigidas.
Para quem não sabe, processa-se da seguinte forma: cada (ex-)aluno fica com o enunciado do exame. Se fôr esperto, escreve no enunciado as respostas que deixou na folha de respostas (entregue aos "vigias" no fim das 2h30) - assim, no dia seguinte, quando sai a chave provisória, pode conferir as perguntas que acertou e as que não acertou.
Como disse nos posts anteriores, eu acertei 68 perguntas. Mas das 32 que falhei, considero que 15 podem ser consideradas correctas - quer seja por ambiguidades nas questões, quer por haver várias respostas correctas (o que, infelizmente é frequente).
Assim, passei a semana a re-estudar o Harrison, para enviar as minhas reclamações bem justificadas; umas mais consistentes, outras menos.
Entretanto, surgiram relatos em diversos lugares de um certo anfiteatro em Lisboa, em que o exame terá sido uma rebaldaria, desde exames realizados em grupo, a consultas ao Harrison de bolso; parece que de tudo um pouco se passou, com a conivência das pessoas que vigiavam o exame. (podem ler mais relatos e discussão aqui, no fórum do Médico Interno).
Por essas razões e por outras, várias pessoas decidiram juntar-se e redigir um abaixo assinado, que foi enviado para o Ministro da Saúde, Secretário de Estado da Saúde, Bastonário da Ordem dos Médicos, Membros do Júri da Comissão de Internatos Médicos, no sentido de apresentar uma reclamação formal, como forma de manifestar a indignação contra os factos ocorridos.
Entretanto, por outro lado, foi também redigido um manifesto por alguns alunos da Faculdade de Medicina de Lisboa, que terá sido também enviado para as entidades já referidas. (também pode ser lido no fórum do médico interno).
No final de contas, parece-me que se discutiu muito, tentou-se fazer algumas coisas, mas parece-me que nada irá acontecer. Acima de tudo, espero que tenha servido de "wake-up call" para as entidades que regulam este exame: além de achar que é desajustado e que muito pouco significa na nossa formação como Médicos e como Pessoas, as várias irregularidades que se têm sentido nos últimos anos, põem em questão a própria existência de tal exame. As condições de realização variam de local para local, com salas extremamente rígidas e outras em que reina a permissividade. Além disso, exames como a PNS2007 A e B, com 6 perguntas anuladas, levam-nos a pensar que quem elabora a prova, no mínimo, está distraído.
Eram estes os desabafos que tinha da semana que se passou...
Esta semana parto para 5 dias em Londres, que me saberão pela vida.
PS- desculpem os inglesismos, que me irritam, mas acho que por vezes há expressões que fazem mais sentido noutra língua.
PS2- digitalizei o meu exame, para quem quiser ficar com uma cópia limpinha da PNS2008. Está aqui ao lado o link para fazerem download da mesma.
Como muitos devem saber, esta foi uma semana agitada para qualquer IAC "wannabe" (sim, uma vez que ainda não tenho hospital para trabalhar, sou um wannabe). Por um lado, a ressaca do monumental exame - a PNS, como lhe chama a ACSS. Por outro, as reclamações a perguntas da prova, que julgamos não terem sido bem corrigidas.
Para quem não sabe, processa-se da seguinte forma: cada (ex-)aluno fica com o enunciado do exame. Se fôr esperto, escreve no enunciado as respostas que deixou na folha de respostas (entregue aos "vigias" no fim das 2h30) - assim, no dia seguinte, quando sai a chave provisória, pode conferir as perguntas que acertou e as que não acertou.
Como disse nos posts anteriores, eu acertei 68 perguntas. Mas das 32 que falhei, considero que 15 podem ser consideradas correctas - quer seja por ambiguidades nas questões, quer por haver várias respostas correctas (o que, infelizmente é frequente).
Assim, passei a semana a re-estudar o Harrison, para enviar as minhas reclamações bem justificadas; umas mais consistentes, outras menos.
Entretanto, surgiram relatos em diversos lugares de um certo anfiteatro em Lisboa, em que o exame terá sido uma rebaldaria, desde exames realizados em grupo, a consultas ao Harrison de bolso; parece que de tudo um pouco se passou, com a conivência das pessoas que vigiavam o exame. (podem ler mais relatos e discussão aqui, no fórum do Médico Interno).
Por essas razões e por outras, várias pessoas decidiram juntar-se e redigir um abaixo assinado, que foi enviado para o Ministro da Saúde, Secretário de Estado da Saúde, Bastonário da Ordem dos Médicos, Membros do Júri da Comissão de Internatos Médicos, no sentido de apresentar uma reclamação formal, como forma de manifestar a indignação contra os factos ocorridos.
Entretanto, por outro lado, foi também redigido um manifesto por alguns alunos da Faculdade de Medicina de Lisboa, que terá sido também enviado para as entidades já referidas. (também pode ser lido no fórum do médico interno).
No final de contas, parece-me que se discutiu muito, tentou-se fazer algumas coisas, mas parece-me que nada irá acontecer. Acima de tudo, espero que tenha servido de "wake-up call" para as entidades que regulam este exame: além de achar que é desajustado e que muito pouco significa na nossa formação como Médicos e como Pessoas, as várias irregularidades que se têm sentido nos últimos anos, põem em questão a própria existência de tal exame. As condições de realização variam de local para local, com salas extremamente rígidas e outras em que reina a permissividade. Além disso, exames como a PNS2007 A e B, com 6 perguntas anuladas, levam-nos a pensar que quem elabora a prova, no mínimo, está distraído.
Eram estes os desabafos que tinha da semana que se passou...
Esta semana parto para 5 dias em Londres, que me saberão pela vida.
PS- desculpem os inglesismos, que me irritam, mas acho que por vezes há expressões que fazem mais sentido noutra língua.
PS2- digitalizei o meu exame, para quem quiser ficar com uma cópia limpinha da PNS2008. Está aqui ao lado o link para fazerem download da mesma.
domingo, dezembro 09, 2007
Wii for the cure
Aqui há uns tempos, falei da minha consola wii, e de como pode ser óptima para descomprimir e divertir um bocado.
Ao visitar um blog de tecnologia que costumo acompanhar (www.pplware.com) descobri que a Wii está a ser usada por fisioterapeutas, como complemento do programa de reabilitação em doentes com limitações físicas causadas por diversas condições, como AVC ou lesões cerebrais.
Há coisas fantásticas, não há??
Mais informações aqui.
Ao visitar um blog de tecnologia que costumo acompanhar (www.pplware.com) descobri que a Wii está a ser usada por fisioterapeutas, como complemento do programa de reabilitação em doentes com limitações físicas causadas por diversas condições, como AVC ou lesões cerebrais.
Há coisas fantásticas, não há??
Mais informações aqui.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Respostas a comentários
Obrigado Tienhuan pelo apoio... Realmente das poucas coisas que consegui manter no exame foi a calma, pois a lucidez passou-me um bocado ao largo =)
Claro que o mais importante é o lugar relativo na tabela, mas mesmo assim tinha ambicionado sair-me um bocadinho melhor.. Enfim, sei de amigos meus que se esforçaram ainda mais que eu, e esse esforço não foi recompensado...
Agora, friamente, vejo erros de palmatória que cometi: por exemplo, numa pergunta acerca dos mecanismos de anemia na Insuf Renal Aguda, era óbvio que o mecanismo não incluido era a ferropenia, uma vez que demora meses a instalar-se.. Como é que isto no exame não me pareceu óbvio? Onde estavam os meus queridos neurónios??
Para Catarina, pensa assim, se calhar se tivesses espreitado para o lado, terias ficado mais insegura, e mudado algumas respostas que tinhas posto bem... O mais injusto é saber que houve quem tivesse copiado muito...
nonsense: também eu pensei, ingenuamente, que seria assim. Fiquei mais ou menos escandalizado, quando em Julho, em conversa com alguns colegas do ano anterior, percebi que isto acontecia sempre. Não queria acreditar, porque pensava que era impossível. Mas no dia do exame realmente percebi: por um lado os vigilantes são algo permissivos. Com que cara iriam anular o exame a uma pessoa que estudou para isso largos meses ou mais? Somos um povo que tem muita pena do próximo... Por outro lado, apesar de pensar que todos seriamos responsáveis para olhar só para o nosso exame, a pressão e desespero do momento por vezes é mais forte. E como nunca ouvi falar de um exame que tivesse sido anulado (antes pelo contrário), muita gente aproveita isso.
Enfim, um sistema mais rígido beneficiaria toda a gente, uma vez que seria mais justo...
Claro que o mais importante é o lugar relativo na tabela, mas mesmo assim tinha ambicionado sair-me um bocadinho melhor.. Enfim, sei de amigos meus que se esforçaram ainda mais que eu, e esse esforço não foi recompensado...
Agora, friamente, vejo erros de palmatória que cometi: por exemplo, numa pergunta acerca dos mecanismos de anemia na Insuf Renal Aguda, era óbvio que o mecanismo não incluido era a ferropenia, uma vez que demora meses a instalar-se.. Como é que isto no exame não me pareceu óbvio? Onde estavam os meus queridos neurónios??
Para Catarina, pensa assim, se calhar se tivesses espreitado para o lado, terias ficado mais insegura, e mudado algumas respostas que tinhas posto bem... O mais injusto é saber que houve quem tivesse copiado muito...
nonsense: também eu pensei, ingenuamente, que seria assim. Fiquei mais ou menos escandalizado, quando em Julho, em conversa com alguns colegas do ano anterior, percebi que isto acontecia sempre. Não queria acreditar, porque pensava que era impossível. Mas no dia do exame realmente percebi: por um lado os vigilantes são algo permissivos. Com que cara iriam anular o exame a uma pessoa que estudou para isso largos meses ou mais? Somos um povo que tem muita pena do próximo... Por outro lado, apesar de pensar que todos seriamos responsáveis para olhar só para o nosso exame, a pressão e desespero do momento por vezes é mais forte. E como nunca ouvi falar de um exame que tivesse sido anulado (antes pelo contrário), muita gente aproveita isso.
Enfim, um sistema mais rígido beneficiaria toda a gente, uma vez que seria mais justo...
sexta-feira, novembro 30, 2007
Desilusão
Pois é, meus amigos, foi uma desilusão. Saída a chave provisória, constatei que errei 32 perguntas, o que perfaz uma nota de 68%.
Se se lembram de um post anterior, foi a mesma nota que tive no primeiro exame de "ensaio", que fiz há 2 meses atrás. O que me levou a pensar em duas coisas:
- realmente não fui feito para estudar. Tenho consciência que não sou burro, mas realmente empinar matéria não é para mim. Acho que vou ser capaz analisar sintomas, verificar sinais e de tratar doentes, e não tratar um livro. Não aprendo o suficiente sem ter um doente, uma pessoa a quem associar determinada doença - para que não seja só um conjunto de descrições que por vezes não fazem muito sentido, ainda por cima com percentagens duvidosas embutidas. Preciso de palpar e de ver essas doenças, não só de as folhear e sublinhar...
- se calhar estudei dois meses a mais. Se, ao fim desses dois meses o melhor que consegui foi a mesma nota que no primeiro exame, o (muito) que aprendi não me serviu de nada... quer dizer, serviu, porque apesar de tudo sinto que tenho uma melhor preparação teórica para a vida profissional que já bate à porta...
Fiquei desiludido, porque esta era a nota que muitos esperavam de mim. Mas esforcei-me e dei o meu melhor para ficar além das expectativas, para poder surpreender... Nem que fosse a mim mesmo! Tal não aconteceu.
Não me sinto derrotado.
Não temo o futuro.
Como dizia uma "bloggerfirend", Tienhuan, aqui há uns tempos atrás, "o que é teu a ti virá".
Tenho é pena do esforço que fiz não ter sido coroado pelo sucesso. Mas enfim, nunca fui muito ambicioso, e nunca quis uma especialidade "rock-star". Quero sim, e isso é o que me preocupa e me move, ser um bom Médico, respeitado pelos meus colegas e querido pelos meus doentes. Tenho pena de o horizonte de escolha se ter encurtado um bocado, mas por isso mesmo só agora começo a formular hipóteses sobre a especialidade que equacionarei escolher - agora com os pés mais assentes na terra.
Ao passar os olhos pela chave, verifiquei que duas perguntas são certamente para ser anuladas, e algumas, no mínimo, alteradas.
Durante esta semana vou fazer a minha reclamação, que exporei também aqui, para quem quiser ler e perceber a forma como é feita a Prova Nacional de Seriação... e se tiver pachorra, também vou digitalizar a prova, para quem a quiser...
Agora vou mas é curtir a minha vida sem Harrison, que me tem sabido muito bem, tendo começado ontem com um jantar de boas vindas (à nova velha vida), de despedida (do amigo Harrison, até novos encontros) e de desabafos pós-exame; seguido de uma bela noite no Batô, com alguns amigos mais próximos, e com a minha insubstituível e inestimável, lindíssima namorada.
Se se lembram de um post anterior, foi a mesma nota que tive no primeiro exame de "ensaio", que fiz há 2 meses atrás. O que me levou a pensar em duas coisas:
- realmente não fui feito para estudar. Tenho consciência que não sou burro, mas realmente empinar matéria não é para mim. Acho que vou ser capaz analisar sintomas, verificar sinais e de tratar doentes, e não tratar um livro. Não aprendo o suficiente sem ter um doente, uma pessoa a quem associar determinada doença - para que não seja só um conjunto de descrições que por vezes não fazem muito sentido, ainda por cima com percentagens duvidosas embutidas. Preciso de palpar e de ver essas doenças, não só de as folhear e sublinhar...
- se calhar estudei dois meses a mais. Se, ao fim desses dois meses o melhor que consegui foi a mesma nota que no primeiro exame, o (muito) que aprendi não me serviu de nada... quer dizer, serviu, porque apesar de tudo sinto que tenho uma melhor preparação teórica para a vida profissional que já bate à porta...
Fiquei desiludido, porque esta era a nota que muitos esperavam de mim. Mas esforcei-me e dei o meu melhor para ficar além das expectativas, para poder surpreender... Nem que fosse a mim mesmo! Tal não aconteceu.
Não me sinto derrotado.
Não temo o futuro.
Como dizia uma "bloggerfirend", Tienhuan, aqui há uns tempos atrás, "o que é teu a ti virá".
Tenho é pena do esforço que fiz não ter sido coroado pelo sucesso. Mas enfim, nunca fui muito ambicioso, e nunca quis uma especialidade "rock-star". Quero sim, e isso é o que me preocupa e me move, ser um bom Médico, respeitado pelos meus colegas e querido pelos meus doentes. Tenho pena de o horizonte de escolha se ter encurtado um bocado, mas por isso mesmo só agora começo a formular hipóteses sobre a especialidade que equacionarei escolher - agora com os pés mais assentes na terra.
Ao passar os olhos pela chave, verifiquei que duas perguntas são certamente para ser anuladas, e algumas, no mínimo, alteradas.
Durante esta semana vou fazer a minha reclamação, que exporei também aqui, para quem quiser ler e perceber a forma como é feita a Prova Nacional de Seriação... e se tiver pachorra, também vou digitalizar a prova, para quem a quiser...
Agora vou mas é curtir a minha vida sem Harrison, que me tem sabido muito bem, tendo começado ontem com um jantar de boas vindas (à nova velha vida), de despedida (do amigo Harrison, até novos encontros) e de desabafos pós-exame; seguido de uma bela noite no Batô, com alguns amigos mais próximos, e com a minha insubstituível e inestimável, lindíssima namorada.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Rescaldo do exame
Como correu?
Sei lá, era um exame bastante estranho - apesar de ter consciência que todos os estudantes de Medicina dizem isso sempre que saem de um exame - o Nosso exame é sempre pior que o dos outros, os anteriores foram sempre mais fáceis =)
O exame não me correu muito bem, pois algumas perguntas suscitaram-me grandes dúvidas.
Cardiologia foi, como de costume, difícil.
Pneumologia completamente atípico. Uma das respostas estava garantidamente mal elaborada.
Nefrologia foi bizarro: 13 perguntas com as opções "nenhuma das anteriores" e "todas as anteriores" deu-me um nó cego no cérebro.
Hematologia foi um presente feliz, pois era a matéria para a qual me sentia menos preparado, e o exame foi cópia de exames de anos anteriores.
Gastrenterologia foi, como de costume, estranho e difícil.
Tenho só que deixar duas notas: tenho a certeza que duas perguntas são para anular, e as pessoas que fizeram o exame tiveram a displicência de repetir uma pergunta (de hematologia) que no ano passado teve duas alíneas consideradas correctas! Além disso, voltaram a escrever a palavra recorrente com u!! Começo a achar que quem transcreve os exames fá-lo com uma máquina de escrever daquelas mesmo antigas, ainda sem CORRECTOR ORTOGRÁFICO...
A outra nota é para o copianço. Todos nós, ao longo da nossa vida de estudante, por vezes espreitamos ou copiamos alguma coisa - como tão bem nos ensina o Jorge Gabriel no seu programa com os miúdos de 10 anos, muito educativo nesse sentido... Mas nunca pensei que numa sala onde estão 150 pessoas a fazer um exame se espreitasse tanto... E já ouvi dizer que em algumas salas de Lisboa ainda foi pior, desde a consulta a exames em grupo...
Acho que devia haver video-vigilância nestes exames - assim pelo menos todos estaríamos em condições equivalentes. Porque eu sei que se não aproveitar para copiar, muitos dos meus colegas o farão, pelo que quem se prejudica sou eu. É um dilema grande que eu sinto, e em que sei que sou um bocado hipócrita, pois sempre fui cabulão... Por um lado, escandaloso copiar num exame em que o objectivo não é passar, mas sim concorrermos uns com os outros; por outro, o sentimento que se não copiar, estou-me a prejudicar, pois todos os outros copiam...
Preferia saber que ninguém tinha hipótese de copiar, seria tremendamente mais justo...
Em suma, e de acordo com as minhas expectativas, foi um exame difícil. Amanhã avaliaremos a taxa de sucesso.
Por hoje, vou festejar este (longo) ciclo que se fecha, e o facto de poder largar os meus 7 kilos de Harrison... Como me sinto leve!
Sei lá, era um exame bastante estranho - apesar de ter consciência que todos os estudantes de Medicina dizem isso sempre que saem de um exame - o Nosso exame é sempre pior que o dos outros, os anteriores foram sempre mais fáceis =)
O exame não me correu muito bem, pois algumas perguntas suscitaram-me grandes dúvidas.
Cardiologia foi, como de costume, difícil.
Pneumologia completamente atípico. Uma das respostas estava garantidamente mal elaborada.
Nefrologia foi bizarro: 13 perguntas com as opções "nenhuma das anteriores" e "todas as anteriores" deu-me um nó cego no cérebro.
Hematologia foi um presente feliz, pois era a matéria para a qual me sentia menos preparado, e o exame foi cópia de exames de anos anteriores.
Gastrenterologia foi, como de costume, estranho e difícil.
Tenho só que deixar duas notas: tenho a certeza que duas perguntas são para anular, e as pessoas que fizeram o exame tiveram a displicência de repetir uma pergunta (de hematologia) que no ano passado teve duas alíneas consideradas correctas! Além disso, voltaram a escrever a palavra recorrente com u!! Começo a achar que quem transcreve os exames fá-lo com uma máquina de escrever daquelas mesmo antigas, ainda sem CORRECTOR ORTOGRÁFICO...
A outra nota é para o copianço. Todos nós, ao longo da nossa vida de estudante, por vezes espreitamos ou copiamos alguma coisa - como tão bem nos ensina o Jorge Gabriel no seu programa com os miúdos de 10 anos, muito educativo nesse sentido... Mas nunca pensei que numa sala onde estão 150 pessoas a fazer um exame se espreitasse tanto... E já ouvi dizer que em algumas salas de Lisboa ainda foi pior, desde a consulta a exames em grupo...
Acho que devia haver video-vigilância nestes exames - assim pelo menos todos estaríamos em condições equivalentes. Porque eu sei que se não aproveitar para copiar, muitos dos meus colegas o farão, pelo que quem se prejudica sou eu. É um dilema grande que eu sinto, e em que sei que sou um bocado hipócrita, pois sempre fui cabulão... Por um lado, escandaloso copiar num exame em que o objectivo não é passar, mas sim concorrermos uns com os outros; por outro, o sentimento que se não copiar, estou-me a prejudicar, pois todos os outros copiam...
Preferia saber que ninguém tinha hipótese de copiar, seria tremendamente mais justo...
Em suma, e de acordo com as minhas expectativas, foi um exame difícil. Amanhã avaliaremos a taxa de sucesso.
Por hoje, vou festejar este (longo) ciclo que se fecha, e o facto de poder largar os meus 7 kilos de Harrison... Como me sinto leve!
quarta-feira, novembro 28, 2007
domingo, novembro 18, 2007
Seminário de Vilar
Tal como esperava, vou fazer o meu exame no Seminário de Vilar, no Porto (o local onde foi realizado no ano passado). Podem ver os locais de realização da prova aqui.
Quanto ao atraso relativo às colocações no Ano Comum, já é oficial. Na página da ACSS pode-se ler o seguinte anúncio:
"Em virtude de não ter sido possível consolidar ainda o mapa de vagas relativo ao concurso IM 2008 – A, com vista a garantir uma vaga para cada um dos candidatos admitidos a este concurso, informa-se que serão efectuados todos os esforços no sentido de o divulgar até final do mês de Novembro.
Ao que parece, só teremos mais informações depois da realização do exame, o que me parece ser positivo, pois é menos um factor de preocupação nestes que vão ser os últimos dias de estudo.
Bons estudos finais
Quanto ao atraso relativo às colocações no Ano Comum, já é oficial. Na página da ACSS pode-se ler o seguinte anúncio:
"Em virtude de não ter sido possível consolidar ainda o mapa de vagas relativo ao concurso IM 2008 – A, com vista a garantir uma vaga para cada um dos candidatos admitidos a este concurso, informa-se que serão efectuados todos os esforços no sentido de o divulgar até final do mês de Novembro.
Relativamente ao calendário para a realização das opções o mesmo será divulgado oportunamente."
Ao que parece, só teremos mais informações depois da realização do exame, o que me parece ser positivo, pois é menos um factor de preocupação nestes que vão ser os últimos dias de estudo.
Bons estudos finais
segunda-feira, novembro 12, 2007
Informação não oficial
Segundo fonte não oficial (colega que foi à secretaria da ACSS), a inscrição no ano comum só se deverá processar a seguir ao exame, e prevê-se que o próprio (ano comum) só tenha início no princípio de Fevereiro.
Parece que aquilo para lá estava um caos, por isso o melhor mesmo é não contar com datas certas...
Bons estudos!
Parece que aquilo para lá estava um caos, por isso o melhor mesmo é não contar com datas certas...
Bons estudos!
segunda-feira, outubro 29, 2007
Até ao meu regresso
Como é do conhecimento geral, falta um mês para o exame. Data por uns ansiada, por outros temida. Considero-me algures no meio - por um lado a ânsia de resolver e deixar para trás este ano de estudo, por outro, o sentimento pré-exame omnipresente de que só precisava de mais umas semaninhas para saber tudo =)
Entro, por isso, de cabeça neste sprint final da última recta. E por isso mesmo, não conto voltar a publicar comentários no meu blog que foi sendo o meu muro das lamentações. Não conto voltar, porque tenho sempre vontade de escrever - e isso dispersa-me...
Um dos factores mais injustos deste exame, é estarmos a concorrer uns contra os outros - portanto, por mais desejemos sorte a todos, esperamos sempre ter um bocadinho mais de sorte para nós próprios - espero que me compreendam =)
Portanto, desejo a todos os que vão fazer este exame (acima de tudo) lucidez, e que o exame esteja à altura das vossas expectativas...
...e bom estudo!
Entro, por isso, de cabeça neste sprint final da última recta. E por isso mesmo, não conto voltar a publicar comentários no meu blog que foi sendo o meu muro das lamentações. Não conto voltar, porque tenho sempre vontade de escrever - e isso dispersa-me...
Um dos factores mais injustos deste exame, é estarmos a concorrer uns contra os outros - portanto, por mais desejemos sorte a todos, esperamos sempre ter um bocadinho mais de sorte para nós próprios - espero que me compreendam =)
Portanto, desejo a todos os que vão fazer este exame (acima de tudo) lucidez, e que o exame esteja à altura das vossas expectativas...
...e bom estudo!
quarta-feira, outubro 24, 2007
Mariza no David Letterman
Muito bom..
Para relaxar..
E ter um arrepiozinho.. na região lombar!
Ai estudo, que me dás cabo da tola...
Para relaxar..
E ter um arrepiozinho.. na região lombar!
Ai estudo, que me dás cabo da tola...
terça-feira, outubro 23, 2007
sábado, outubro 20, 2007
Wiiiiiii
Eu tenho uma Wii - a fabulosa consola da Nintendo, que devia ter sido considerada uma das nosvas 7 maravilhas do mundo. Agradeço muitas vezes à antena 3, que ma ofereceu num concurso, como prémio pela minha figura de urso.
Infelizmente, já não jogo à bastante tempo, porque o Tio Harrison não deixa. Mas hoje, ao navegar pela net, encontrei isto - uma ferramenta que está a ser desenvolvida pelo Google Labs, que transforma a Wii num leitor RSS, na televisão.
Espectacular, não?
Melhor que isto, só mesmo o jogo Trauma Center Second Opinion, onde podemos brincar aos Médicos!! É pena não ter uma secção com perguntas do Harrison, pois vinha mesmo a calhar =D
Infelizmente, já não jogo à bastante tempo, porque o Tio Harrison não deixa. Mas hoje, ao navegar pela net, encontrei isto - uma ferramenta que está a ser desenvolvida pelo Google Labs, que transforma a Wii num leitor RSS, na televisão.
Espectacular, não?
Melhor que isto, só mesmo o jogo Trauma Center Second Opinion, onde podemos brincar aos Médicos!! É pena não ter uma secção com perguntas do Harrison, pois vinha mesmo a calhar =D
quinta-feira, outubro 18, 2007
quarta-feira, outubro 17, 2007
IM2008A publicado em DR
1001 Perguntas para o Exame da Especialidade
Eu já pedi o meu.. Foi editado um novo livro de perguntas para exame.. Presumo que tenha perguntas dos 3 último exames (que não saíram no outro livro) - Junho 2006, Dezembro 2006 e Janeiro 2007.
Desta feita, o patrocínio é da Bial.
Façam o mesmo em:
http://www.bial.com/gca/index.php?id=462
Desta feita, o patrocínio é da Bial.
Façam o mesmo em:
http://www.bial.com/gca/index.php?id=462
terça-feira, outubro 16, 2007
Inscrito com sucesso (ou não)
Estou oficialmente inscrito no IM2008A. Até tenho um comprovativo disso!
A gralha de ontem deve ter sido por excesso de precocidade minha =) - fui um bocado crente demais.
Depois de um probleminha (pois não li que aquela chave de confirmação "à la convite de hi5" tinha de ser escrita com maiúsculas), inscrevi-me com sucesso!
Agora só falta mandar os 6 documentos para anexar ao processo. Ao que eu pergunto: para quando uma inscrição totalmente online? Claro que já é bom a inscrição ser feita online, mas o envio de documentos também o poderia ser... e assim dispensava-se a pessoa que vai ter de receber e conferir a tonelada de documentos de todos os recém-licenciados que se propõem a concurso...
Só não percebi muito bem como vai ser a escolha dos hospitais para o Ano Comum. Apesar de aparecer no site da ACSS uma lista dos hospitais disponíveis, não tem nenhum link para podermos fazer a escolha. Enfim, nada que o tempo (e meia dúzia de informáticos) não resolva (esperemos!)
Voltarei em breve com mais notícias da nova odisseia do (agora ex-) estudante de Medicina - a inscrição no exame e internato.
Nota: a inscrição é feita aqui
A gralha de ontem deve ter sido por excesso de precocidade minha =) - fui um bocado crente demais.
Depois de um probleminha (pois não li que aquela chave de confirmação "à la convite de hi5" tinha de ser escrita com maiúsculas), inscrevi-me com sucesso!
Agora só falta mandar os 6 documentos para anexar ao processo. Ao que eu pergunto: para quando uma inscrição totalmente online? Claro que já é bom a inscrição ser feita online, mas o envio de documentos também o poderia ser... e assim dispensava-se a pessoa que vai ter de receber e conferir a tonelada de documentos de todos os recém-licenciados que se propõem a concurso...
Só não percebi muito bem como vai ser a escolha dos hospitais para o Ano Comum. Apesar de aparecer no site da ACSS uma lista dos hospitais disponíveis, não tem nenhum link para podermos fazer a escolha. Enfim, nada que o tempo (e meia dúzia de informáticos) não resolva (esperemos!)
Voltarei em breve com mais notícias da nova odisseia do (agora ex-) estudante de Medicina - a inscrição no exame e internato.
Nota: a inscrição é feita aqui
segunda-feira, outubro 15, 2007
Eu fui-me inscrever no IM2008A
e não deu!
Obtive esta resposta
"ERRO DE LIGAÇÃO Á BASE DE DADOS."
Das três, uma:
- ou está tanta gente a tentar aceder que a base de dados deu o tilt
- ou não foi acabada a horas
- ou vamos ter problemas...
Espero que das 3, não seja a última...
Obtive esta resposta
"ERRO DE LIGAÇÃO Á BASE DE DADOS."
Das três, uma:
- ou está tanta gente a tentar aceder que a base de dados deu o tilt
- ou não foi acabada a horas
- ou vamos ter problemas...
Espero que das 3, não seja a última...
Resposta a Catarina
Olá Catarina,
Para mim têm sido dias difíceis e muito trabalhosos, por isso acho que às vezes é preciso tirar uns momentos para desanuviar e pensar noutras coisas... Fiz isso este fim-de-semana, aconselho que faças o mesmo..
Quanto à inscrição, pelo que percebi deste documento, a inscrição será feita online. Posteriormente teremos que imprimir o "comprovativo" da inscrição e enviar (ou entregar) juntamente com todos os outros documentos. Ficamos também com acesso ao site de inscrição, para ver como está o decorrer do processo, se faltam entregar documentos, etc. Como abrem hoje as inscrições, de certeza ficaremos a saber mais pormenores..
Bom estudo!
Para mim têm sido dias difíceis e muito trabalhosos, por isso acho que às vezes é preciso tirar uns momentos para desanuviar e pensar noutras coisas... Fiz isso este fim-de-semana, aconselho que faças o mesmo..
Quanto à inscrição, pelo que percebi deste documento, a inscrição será feita online. Posteriormente teremos que imprimir o "comprovativo" da inscrição e enviar (ou entregar) juntamente com todos os outros documentos. Ficamos também com acesso ao site de inscrição, para ver como está o decorrer do processo, se faltam entregar documentos, etc. Como abrem hoje as inscrições, de certeza ficaremos a saber mais pormenores..
Bom estudo!
sexta-feira, outubro 12, 2007
Inscrições On-line Internato Médico : IM2008-A
Abrem na próxima 2ª feira (dia 15 de Outubro) as Inscrições On-line para o Internato Médico IM2008-A.
Suponho que será através deste endereço:
Suponho que será através deste endereço:
quarta-feira, outubro 10, 2007
Obrigado!
Obrigado Anónimo, por ter relembrado esse poema tão bonito - e adequado - do nosso grande Poeta.
terça-feira, outubro 09, 2007
Cansaço
Apre!
Já estou mesmo cansado...
Já tenho pesadelos que não acordo para o exame...
Já estou tenso a pensar nele...
Ai Harrison, que tanto trabalho me dás!
Deixo-vos aqui um link de Yoga e a Saudação ao Sol - um exercício físico e mental, que ajuda a restabelecer o corpo e a mente.. Aconselho vivamente a quem nunca experimentou..
http://www.dharmabindu.com/
Já estou mesmo cansado...
Já tenho pesadelos que não acordo para o exame...
Já estou tenso a pensar nele...
Ai Harrison, que tanto trabalho me dás!
Deixo-vos aqui um link de Yoga e a Saudação ao Sol - um exercício físico e mental, que ajuda a restabelecer o corpo e a mente.. Aconselho vivamente a quem nunca experimentou..
http://www.dharmabindu.com/
segunda-feira, outubro 08, 2007
Uma semana
... mais perto do fim!
Comecei a 3ª (e derradeira) volta pelas minhas 900 páginas. Tudo o que não fiquei a saber até agora, vai ter que ficar sabido nestas 7 semanas que faltam até ao exame.
Entretanto vai haver as inscrições no próprio (exame), e a inscrição no Internato de Ano Comum. Vamos ver, com a minha média, onde vou conseguir ficar...
Comecei a 3ª (e derradeira) volta pelas minhas 900 páginas. Tudo o que não fiquei a saber até agora, vai ter que ficar sabido nestas 7 semanas que faltam até ao exame.
Entretanto vai haver as inscrições no próprio (exame), e a inscrição no Internato de Ano Comum. Vamos ver, com a minha média, onde vou conseguir ficar...
terça-feira, outubro 02, 2007
E esta, hein?
Estou eu a acabar o estudo de Gastro, e deparo-me com isto:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306386&idCanal=91
e esta, hein?
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306386&idCanal=91
e esta, hein?
segunda-feira, outubro 01, 2007
Abertura do concurso IM2008A
Esta página tem informações relativas à abertura do concurso de Internato Médico 2008A. É possível aceder ao despacho que foi enviado pelo presidente do concelho directivo da ACSS, para publicação em Diário da República (que se prevê para breve).
http://www.acss.min-saude.pt/Unidades_Operacionais/Coord_Reg_F_Profissional/Internatos_Medicos/Concursos/
Confirma-se o exame no dia 29 de Novembro.
Espera-se que este ano o concurso corra melhor, sem a salgalhada que foi no ano passado...
http://www.acss.min-saude.pt/Unidades_Operacionais/Coord_Reg_F_Profissional/Internatos_Medicos/Concursos/
Confirma-se o exame no dia 29 de Novembro.
Espera-se que este ano o concurso corra melhor, sem a salgalhada que foi no ano passado...
sexta-feira, setembro 28, 2007
Teste prognóstico
Não correu muito bem, mas também não foi mau.
Hoje, a 2 meses da "data oficial", fiz o exame de Dezembro de 2006 e tive 68. Como era de esperar, acertei quase todas as perguntas de Gastro (o Capítulo que estou a ler agora). Mas fiquei desiludido, surpreso e preocupado por só ter acertado 11 (das 20) de Hemato (que acabei de ler à 15 dias).
Assim, esperam-me 2 meses duros, intensos e... cansativos!
Hoje, a 2 meses da "data oficial", fiz o exame de Dezembro de 2006 e tive 68. Como era de esperar, acertei quase todas as perguntas de Gastro (o Capítulo que estou a ler agora). Mas fiquei desiludido, surpreso e preocupado por só ter acertado 11 (das 20) de Hemato (que acabei de ler à 15 dias).
Assim, esperam-me 2 meses duros, intensos e... cansativos!
quarta-feira, setembro 26, 2007
Resposta a Tienhuan
Olá,
Já corrigi o erro relativo ao ficheiro da Chave do exame de Dezembro de 2006. O único problema é que eu não sei se o exame que tenho é o azul ou branco (ainda não o resolvi...)
Quanto ao exame propriamente dito, passei-o para formato word, retirando assim aquelas anotações horriveis que estavam na digitalização. Podes tirá-lo através do mesmo link aqui ao lado.
Obrigado pela ajuda na alínea que falta, e, se não te importares, falta-me também as alíneas 2 a 5 da pergunta 91. E acho que é tudo!
PS - podes ver o meu email no meu perfil
Já corrigi o erro relativo ao ficheiro da Chave do exame de Dezembro de 2006. O único problema é que eu não sei se o exame que tenho é o azul ou branco (ainda não o resolvi...)
Quanto ao exame propriamente dito, passei-o para formato word, retirando assim aquelas anotações horriveis que estavam na digitalização. Podes tirá-lo através do mesmo link aqui ao lado.
Obrigado pela ajuda na alínea que falta, e, se não te importares, falta-me também as alíneas 2 a 5 da pergunta 91. E acho que é tudo!
PS - podes ver o meu email no meu perfil
sexta-feira, setembro 21, 2007
Barulho não ajuda a concentrar
Ai... 18 páginas de Doença Ulcerosa Péptica... Ninguém merece...
Hoje fui estudar para Biblioteca Almeida Garrett, nos jardins do Palácio de Cristal (ou do ovni que puseram lá em vez dele). Precisava um bocado de mudar de paredes, uma vez que as do meu quarto já estão a ficar gastas, e as da casa da minha colega MT (minha fiel companheira de estudo) também já estão fartas de olhar para nós. Além disso, na semana passada começaram as aulas na Faculdade, pelo que se tornou mais ou menos impraticável estudar na Sala de Estudo do Prof. Pinto Machado. Foi bom poder estudar lá nos últimos dois meses, agora procuro novo local para relação estável (durante mais ou menos dois meses e meio!). Mas voltando à Biblioteca, que esperava ser um local sossegado para estudar, rapidamente me apercebi que ia ser muito difícil - além de estar bastante lotada (o que é óptimo), havia muito barulho - as pessoas conversam, os bibliotecários atendem telefonemas de pessoas que querem saber informações, algumas pessoas passeiam pela sala fazendo "toc-toc" no chão... enfim, tudo pequenos ruídos que numa cabeça em concentração se tornam piores que um concerto de Heavy Metal... Se soubesse, tinha ficado em casa a estudar ao som dos Metallica =)
Assim sendo, bendita Biblioteca que difunde o conhecimento, mas não dá para ir na companhia do Harrison.
Hoje fui estudar para Biblioteca Almeida Garrett, nos jardins do Palácio de Cristal (ou do ovni que puseram lá em vez dele). Precisava um bocado de mudar de paredes, uma vez que as do meu quarto já estão a ficar gastas, e as da casa da minha colega MT (minha fiel companheira de estudo) também já estão fartas de olhar para nós. Além disso, na semana passada começaram as aulas na Faculdade, pelo que se tornou mais ou menos impraticável estudar na Sala de Estudo do Prof. Pinto Machado. Foi bom poder estudar lá nos últimos dois meses, agora procuro novo local para relação estável (durante mais ou menos dois meses e meio!). Mas voltando à Biblioteca, que esperava ser um local sossegado para estudar, rapidamente me apercebi que ia ser muito difícil - além de estar bastante lotada (o que é óptimo), havia muito barulho - as pessoas conversam, os bibliotecários atendem telefonemas de pessoas que querem saber informações, algumas pessoas passeiam pela sala fazendo "toc-toc" no chão... enfim, tudo pequenos ruídos que numa cabeça em concentração se tornam piores que um concerto de Heavy Metal... Se soubesse, tinha ficado em casa a estudar ao som dos Metallica =)
Assim sendo, bendita Biblioteca que difunde o conhecimento, mas não dá para ir na companhia do Harrison.
quinta-feira, setembro 20, 2007
quarta-feira, setembro 19, 2007
terça-feira, setembro 18, 2007
Tudo em Ordem
Hoje dei mais um passo na minha caminhada para me tornar Médico (apesar de já o ser, até hoje não passava, digamos, de um estado de espírito!)
Fui-me inscrever na Ordem dos Médicos portugueses, organismo no qual tenho que estar inscrito para poder exercer medicina em Portugal. (www.nortemedico.pt)
Depois de apresentar o certificado de Licenciatura em Medicina, fotocópias do BI e NIF, Registo Criminal (limpinho!), 2 fotografias da minha bela fronha e 210 euros (que me sairam do pêlo...), ganhei o direito a exercer Medicina Tutelada!
E tutelada porquê? Porque, obviamente, depois de seis anos a estudar (no meu caso sete, porque estava a gostar tanto do curso que decidi ficar mais um) ninguém está apto para exercer a Medicina.
Assim, continuo a estudar o meu Harrison, para um dia poder vir a exercer-la sozinho...
Fui-me inscrever na Ordem dos Médicos portugueses, organismo no qual tenho que estar inscrito para poder exercer medicina em Portugal. (www.nortemedico.pt)
Depois de apresentar o certificado de Licenciatura em Medicina, fotocópias do BI e NIF, Registo Criminal (limpinho!), 2 fotografias da minha bela fronha e 210 euros (que me sairam do pêlo...), ganhei o direito a exercer Medicina Tutelada!
E tutelada porquê? Porque, obviamente, depois de seis anos a estudar (no meu caso sete, porque estava a gostar tanto do curso que decidi ficar mais um) ninguém está apto para exercer a Medicina.
Assim, continuo a estudar o meu Harrison, para um dia poder vir a exercer-la sozinho...
domingo, setembro 16, 2007
Time goes by
Isto provavelmente é o que sentem muitos dos que partilham comigo este estudo profundo para o exame de acesso à especialidade. É óbvio que é um exame sem nota mínima, que não conta para a formação como médico... Mas do qual todos sabemos que depende o nosso futuro...
Assim, alguns começam já a entrar em parafuso com as vicissitudes trazidas por estudo tão ingrato. Acabo de entrar agora no re-estudo de Gastrenterologia, e sinto que o que está para trás, apesar de bem estudado, ainda não está consolidado... A isto alia o facto de o exame não depender só de factos sabidos, mas também de o factor sorte ter também uma cota parte no cartório (como em qualquer exame de escolha múltipla).
As últimas novidades dizem-nos que os IAC's (internos de ano complementar) não vão poder repetir exame connosco. Por ser uma matéria que merece alguma reflexão, para já não expresso a minha opinião quanto a esse facto.
Estudos à parte, esta semana fui levantar o meu certificado de Licenciatura, onde se certifica que eu sou MÉDICO, licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com a classificação de 14 valores. Apesar de ter cumprido o meu objectivo para o curso, percebo agora que não é uma classificação nada de especial, que não irá ter repercussões positivas no meu futuro... Espero com ansiedade a possibilidade de encher o meu curriculum e a minha vida de novas experiências que de certeza me enriquecerão como profissional e como pessoa...
Assim, alguns começam já a entrar em parafuso com as vicissitudes trazidas por estudo tão ingrato. Acabo de entrar agora no re-estudo de Gastrenterologia, e sinto que o que está para trás, apesar de bem estudado, ainda não está consolidado... A isto alia o facto de o exame não depender só de factos sabidos, mas também de o factor sorte ter também uma cota parte no cartório (como em qualquer exame de escolha múltipla).
As últimas novidades dizem-nos que os IAC's (internos de ano complementar) não vão poder repetir exame connosco. Por ser uma matéria que merece alguma reflexão, para já não expresso a minha opinião quanto a esse facto.
Estudos à parte, esta semana fui levantar o meu certificado de Licenciatura, onde se certifica que eu sou MÉDICO, licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com a classificação de 14 valores. Apesar de ter cumprido o meu objectivo para o curso, percebo agora que não é uma classificação nada de especial, que não irá ter repercussões positivas no meu futuro... Espero com ansiedade a possibilidade de encher o meu curriculum e a minha vida de novas experiências que de certeza me enriquecerão como profissional e como pessoa...
sábado, setembro 15, 2007
Resposta a Tienhuan
Se sempre for, porque apesar de o exame estar marcado para dia 29 de Novembro (segundo confirmação telefónica com o Ministério da Saúde), até sair em Diário da República, essa data é mera especulação....
Um abraço
Um abraço
quarta-feira, setembro 12, 2007
À volta de Hematologia
Estou no fim do estudo do volume de Hematologia do meu amigo Harrison, e quase entro em desespero: porque é que os distúrbios da coagulação são tão chatos?? Até as leucemias e linfomas me custou menos estudar...
Alguém está comigo?
Depois de amanhã conto começar outra vez Gastro... Vai ser duro.
Já só faltam para aí 80 dias (isto se sempre for a 29 de Novembro...)
Alguém está comigo?
Depois de amanhã conto começar outra vez Gastro... Vai ser duro.
Já só faltam para aí 80 dias (isto se sempre for a 29 de Novembro...)
terça-feira, setembro 11, 2007
25 de Outubro – 4ª feira
No 3º dia conhecemos o Médico que iria orientar o nosso estágio, mas que tinha estado de folga no princípio da semana. Estranhamente (ou não), era um médico espanhol. Apercebi-me que a falta de médicos no interior é real, e não uma coisa que se fala na televisão ou no corredor do hospital – onde por vezes os há em número suficiente. De facto não só o médico é espanhol, como vive em Zamora, a cerca de 200 km de Alfândega da Fé, percurso que faz todos os dias “porque me apeguei a esta população e agora custa-me deixá-los…” E como diziam os doentes “olhe, ele é espanhol, não se percebe muito bem o que diz, mas é bom Médico e trata bem da gente…”
Depois das introduções formais, foram-nos distribuídas tarefas: teríamos de elaborar alguns trabalhos, além da execução de tarefas normais no centro de saúde – como DAR CONSULTAS! Foi-nos destinado um trabalho sobre diarreias e uma brochura sobre obstipação (portanto, uma merda de trabalho!), além das duas histórias clínicas colhidas a doentes do Centro de Saúde (tal como já tínhamos feito no módulo urbano da mesma cadeira).
Trabalhamos muito todo o dia, tentando por um lado ajudar o nosso tutor a ver os doentes que tinha marcado para aquele dia, bem como fomos dando um apoio aos casos que apareciam de urgência (no serviço de atendimento permanente)… Pouco a pouco fomo-nos sentindo cada vez mais Médicos, e ao fim do dia já fazíamos parte do Centro de Saúde.
A população acolheu-nos bem (em geral), apesar de estarem habituados aos médicozinhos novos que vêm, vão e não voltam…
Cansados depois de um dia de trabalho, fomos para o Centro Cultural, onde pudemos cear uma bela tosta mista com bacon, e dar um adianto nos trabalhos para a disciplina.
Depois das introduções formais, foram-nos distribuídas tarefas: teríamos de elaborar alguns trabalhos, além da execução de tarefas normais no centro de saúde – como DAR CONSULTAS! Foi-nos destinado um trabalho sobre diarreias e uma brochura sobre obstipação (portanto, uma merda de trabalho!), além das duas histórias clínicas colhidas a doentes do Centro de Saúde (tal como já tínhamos feito no módulo urbano da mesma cadeira).
Trabalhamos muito todo o dia, tentando por um lado ajudar o nosso tutor a ver os doentes que tinha marcado para aquele dia, bem como fomos dando um apoio aos casos que apareciam de urgência (no serviço de atendimento permanente)… Pouco a pouco fomo-nos sentindo cada vez mais Médicos, e ao fim do dia já fazíamos parte do Centro de Saúde.
A população acolheu-nos bem (em geral), apesar de estarem habituados aos médicozinhos novos que vêm, vão e não voltam…
Cansados depois de um dia de trabalho, fomos para o Centro Cultural, onde pudemos cear uma bela tosta mista com bacon, e dar um adianto nos trabalhos para a disciplina.
segunda-feira, setembro 10, 2007
Ainda estou vivo
Para quem estivesse preocupado, este post é só para dizer que não morri enquanto estudava o Harrison!
Têm sido uns dias bem preenchidos na companhia desse nosso amiguinho de tão poucas páginas, tão breve em palavras (passe o sarcasmo)
Para os mais desatentos, coloquei um link aqui ao lado, para disponibilizar os 2 últimos exames de especialidade (não contemplados no livro do Miguel Cordeiro e Tiago Reis Marques)
Não me esqueci da saga da Alfândega da é, que vou continuar a publicar, mas ainda tenho de fazer umas revisões no texto.
Até breve (ou não!)
Têm sido uns dias bem preenchidos na companhia desse nosso amiguinho de tão poucas páginas, tão breve em palavras (passe o sarcasmo)
Para os mais desatentos, coloquei um link aqui ao lado, para disponibilizar os 2 últimos exames de especialidade (não contemplados no livro do Miguel Cordeiro e Tiago Reis Marques)
Não me esqueci da saga da Alfândega da é, que vou continuar a publicar, mas ainda tenho de fazer umas revisões no texto.
Até breve (ou não!)
terça-feira, agosto 21, 2007
24 de Outubro - The never-ending day…
O segundo dia foi cansativo mas gratificante. Começou às 9h da manha no centro de saúde. De manhã estive a assistir à consulta no SAP – serviço de atendimento permanente. Foi uma manhã animada, com muitos doentes e poucos recursos. Apesar disso o CS está bem apetrechado com sistema informático de apoio ao médico, o que permite ter a um clique todo o historial do doente, as prescrições, etc. Acho que é o padrão nos centros de saúde de Portugal.
O almoço ao meio-dia – maravilhosamente confeccionado pela D. Clotilde: panados com arroz de legumes. A nossa ementa era a mesma dos doentes – bem se come neste hospital, pensei eu!
A tarde continuou em consulta, mas com um dado novo: dei a minha primeira consulta! A principio o medo, depois a dúvida e insegurança, no final, a satisfação! Apesar de totalmente inesperado (pois na parte urbana deste estágio nunca fiquei sozinho), fiquei contente por ver a confiança que o tutor depositou em mim, depois de dar 2 ou 3 consultas com ele.
Reinou um misto de sentimentos. Por um lado querer compreender as necessidades do doente, por outro lado perceber as suas manhas. Se, por um lado há doentes que simplesmente ficam felizes e aliviados por terem ali alguém para os ouvir, sentindo-se por isso confortados, outros há que entram num consultório não para uma consulta, mas para apresentar uma lista de exigências que não admitem ver incumpridas.
Acho que saber lidar com todos os tipos de doentes só se adquire com a prática - o que me falta, e muito. Aos doentes mais compassivos senti vontade de abraçar e confortar, enquanto que com aqueles mais exigentes tive muita dificuldade em sequer estabelecer uma relação de empatia (a base da relação médico paciente). Nessas consultas lembrei-me muito das aulas de Psicologia no 2º ano da faculdade, em que aprendíamos técnicas de entrevista e a “desarmar” os doentes – parecia tão mais fácil quando praticávamos uns com os outros =)
Assim correu o dia todo, no meio de gripes, otites, artrites e outras patologias, outras dúvidas…
À noite, fomos afogar as mágoas e festejar as alegrias para o Centro Cultural do Mestre José Rodrigues, um espaço fantástico no centro da Cidade, equipado com cinema, salas de exposições e um brilhante café que fica aberto até às duas da madrugada.
Fui dormir, cansado, mas realizado.
Informações sobre Alfândega da Fé: aqui e aqui.
O almoço ao meio-dia – maravilhosamente confeccionado pela D. Clotilde: panados com arroz de legumes. A nossa ementa era a mesma dos doentes – bem se come neste hospital, pensei eu!
A tarde continuou em consulta, mas com um dado novo: dei a minha primeira consulta! A principio o medo, depois a dúvida e insegurança, no final, a satisfação! Apesar de totalmente inesperado (pois na parte urbana deste estágio nunca fiquei sozinho), fiquei contente por ver a confiança que o tutor depositou em mim, depois de dar 2 ou 3 consultas com ele.
Reinou um misto de sentimentos. Por um lado querer compreender as necessidades do doente, por outro lado perceber as suas manhas. Se, por um lado há doentes que simplesmente ficam felizes e aliviados por terem ali alguém para os ouvir, sentindo-se por isso confortados, outros há que entram num consultório não para uma consulta, mas para apresentar uma lista de exigências que não admitem ver incumpridas.
Acho que saber lidar com todos os tipos de doentes só se adquire com a prática - o que me falta, e muito. Aos doentes mais compassivos senti vontade de abraçar e confortar, enquanto que com aqueles mais exigentes tive muita dificuldade em sequer estabelecer uma relação de empatia (a base da relação médico paciente). Nessas consultas lembrei-me muito das aulas de Psicologia no 2º ano da faculdade, em que aprendíamos técnicas de entrevista e a “desarmar” os doentes – parecia tão mais fácil quando praticávamos uns com os outros =)
Assim correu o dia todo, no meio de gripes, otites, artrites e outras patologias, outras dúvidas…
À noite, fomos afogar as mágoas e festejar as alegrias para o Centro Cultural do Mestre José Rodrigues, um espaço fantástico no centro da Cidade, equipado com cinema, salas de exposições e um brilhante café que fica aberto até às duas da madrugada.
Fui dormir, cansado, mas realizado.
Informações sobre Alfândega da Fé: aqui e aqui.
terça-feira, agosto 14, 2007
Experiência em Alfândega da Fé
Em Novembro do ano que passou, estive em Alfandega da Fé, a fazer o módulo de Medicina Rural - uma parte do estágio de Medicina Comunitária. Fui com uma colega da minha turma, com quem partilhei as experiências médicas no interior.
Transcrevo agora o diário do que fiz por lá, por ter tido preguiça de o acabar na altura…
Partida - dia 23 de Outubro
Hoje foi o primeiro dia. Depois de uma partida atribulada do Porto, a viagem correu sem grandes percalços. Felizmente hoje não foi dia de chuva, por isso o transito no IP4 processava-se de forma normal e fluente. Depois de um pequeno engano numa saída, chegamos sem problemas a Alfandega da Fé. A cidade pareceu-nos pacata mas estranhamente moderna. Imaginávamos uma pequena aldeia no meio de Trás-os-Montes, saiu-nos uma jovem cidade. Foi uma boa surpresa.
Chegados às 20h e cheios de fome, fomos jantar uma bela vitela assada a um restaurante local, que foi bem servida e a um preço à antiga. Seguimos para a nossa residencial, onde fomos muito bem recebidos, num ambiente caseiro mas com todo o conforto alberguista.
No Centro de Saúde apenas demos uma pequena volta de reconhecimento. É engraçado porque parece um hospital em ponto pequeno, mas isto foi só a primeira impressão.
Depois de jantar, recolhemos aos quartos, para continuar alguns trabalhos pendentes da semana passada.
Assim iniciou esta estadia de duas semanas, numa cidade de Trás-os-Montes…
Transcrevo agora o diário do que fiz por lá, por ter tido preguiça de o acabar na altura…
Partida - dia 23 de Outubro
Hoje foi o primeiro dia. Depois de uma partida atribulada do Porto, a viagem correu sem grandes percalços. Felizmente hoje não foi dia de chuva, por isso o transito no IP4 processava-se de forma normal e fluente. Depois de um pequeno engano numa saída, chegamos sem problemas a Alfandega da Fé. A cidade pareceu-nos pacata mas estranhamente moderna. Imaginávamos uma pequena aldeia no meio de Trás-os-Montes, saiu-nos uma jovem cidade. Foi uma boa surpresa.
Chegados às 20h e cheios de fome, fomos jantar uma bela vitela assada a um restaurante local, que foi bem servida e a um preço à antiga. Seguimos para a nossa residencial, onde fomos muito bem recebidos, num ambiente caseiro mas com todo o conforto alberguista.
No Centro de Saúde apenas demos uma pequena volta de reconhecimento. É engraçado porque parece um hospital em ponto pequeno, mas isto foi só a primeira impressão.
Depois de jantar, recolhemos aos quartos, para continuar alguns trabalhos pendentes da semana passada.
Assim iniciou esta estadia de duas semanas, numa cidade de Trás-os-Montes…
quarta-feira, agosto 08, 2007
Aguardamos publicação oficial
Ao que parece, o exame de acesso à especialidade sempre vai ser no dia 29 de Novembro de 2007. No entanto, essa data ainda não foi publicada no site dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde (que veio substituir a antiga secretaria geral).
Aguardamos (já que não fomos de férias) essa publicação.
Aguardamos (já que não fomos de férias) essa publicação.
quinta-feira, agosto 02, 2007
segunda-feira, julho 30, 2007
Cardiologia olé
Depois de acabar com (algum) sucesso a segunda leitura da parte de Pneumologia, dei hoje inicio ao re-estudo de Cardiologia, um conjunto de capítulos mais extenso e mais complexo.
Força a mim e a todos os que estão a estudar o Harrison neste fim de Julho caliente...
Força a mim e a todos os que estão a estudar o Harrison neste fim de Julho caliente...
segunda-feira, julho 23, 2007
goes on and on
Mais uma semana que passou rapidinho.. Felizmente para quem está a estudar, o tempo tem ajudado (não está muito convidativo para as práticas balneares ;)
Agora tenho estado embrenhado em Pneumologia, que espero completar até ao fim desta semana, para poder tirar umas mini-férias... Felizmente ainda não me sinto muito cansado, pelo que o estudo tem corrido bem, mas prefiro ir tirando uns dias aqui, outros ali, para não enlouquecer.
Na FMUP, as épocas de exames acabam no fim desta semana, pelo que o estudo durante o mês de Agosto na sala de estudo irá ser ainda mais rentável (devido à provável diminuição da densidade populacional!)
Agora tenho estado embrenhado em Pneumologia, que espero completar até ao fim desta semana, para poder tirar umas mini-férias... Felizmente ainda não me sinto muito cansado, pelo que o estudo tem corrido bem, mas prefiro ir tirando uns dias aqui, outros ali, para não enlouquecer.
Na FMUP, as épocas de exames acabam no fim desta semana, pelo que o estudo durante o mês de Agosto na sala de estudo irá ser ainda mais rentável (devido à provável diminuição da densidade populacional!)
segunda-feira, julho 16, 2007
And now...
...something complitely different
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sábado, julho 14, 2007
Principio do fim-de-semana
Muitos transportes públicos ao longo da semana. Perdi o encanto.
Entretanto acabei a segunda volta por Nefrologia, e comecei a re-estudar Pneumologia. Os capítulos iniciais são tranquilos: Dispneia, Tosse e Hemoptise, Cianose... entrando nas neoplasias pulmonares e na tuberculose pulmonar é que começa a complicar um bocadinho, mas nada comparado com Nefrologia...
Entretanto acabei a segunda volta por Nefrologia, e comecei a re-estudar Pneumologia. Os capítulos iniciais são tranquilos: Dispneia, Tosse e Hemoptise, Cianose... entrando nas neoplasias pulmonares e na tuberculose pulmonar é que começa a complicar um bocadinho, mas nada comparado com Nefrologia...
quinta-feira, julho 12, 2007
Escreva em bom Português!
Eis algumas regras para que possam escrever artigos em bom Português, nos vossos blogues:
- Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
- É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
- Anule aliterações altamente abusivas.
- não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
- Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
- O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
- Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
- Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, tá fixe?
- Palavras de baixo calão podem transformar o seu texto numa merda.
- Nunca generalize: generalizar, é um erro em todas as situações.
- Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
- Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".
- Frases incompletas podem causar
- Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma ideia várias vezes.
- Seja mais ou menos específíco.
- Frases com apenas uma palavra? Jamais!
- A voz passiva deve ser evitada.
- Utilize a pontuação correctamente o ponto e a vírgula especialmente será que já ninguém sabe utilizar o ponto de interrogação
- Quem precisa de perguntas retóricas?
- Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
- Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
- Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
- Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
- Não abuse das exclamações! Nunca! O seu texto fica horrível!
- Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia nelas contida, e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes, de forma a torná-las compreensveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
- Cuidado com a hortografia, para não estrupar a lngúaa portuguêza.
- Seja incisivo e coerente, ou não.
- Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu texto pobre -causando ambiguidade - e esquisito, ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.
- Outra barbaridade que deves evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carago!
Fonte anónima
Encontrado em tuxvermelho
terça-feira, julho 10, 2007
Puxa!
Não sei se foi por ser 2ª feira, mas hoje não foi um dia nada fácil.
Eu que até andava muito contente com os transportes públicos do Porto, hoje tive uma bela amostra de como pode correr mal, e às vezes o utente até é mal-tratado. Apanhei o 200 perto de minha casa, em direcção ao Castelo do Queijo, mas, devido às corridinhas (que até fui espreitar no Domingo e gostei bastante) o autocarro parou a cerca de 500 metros do Castelo.
- então ficamos por aqui?
- sim, por causa do circuito da Boavista...
- mas está aberto! O autocarro podia ir até à Anemona para fazer a ligação ao 205!
- olhe, faça queixa!
fui a pé até à Anemona. Não que eu não goste de passear à beira-mar, mas às 9 da manhã, com um vento de cortar, e ainda por cima atrasado... enfim, reclamei para dentro e acelerei o passo.
Chegado a Matosinhos, fico à espera do 205 na paragem. O autocarro chega (passados 5 minutos, pelo que até fiquei contente), mas o motorista fechou a porta (para o seu descanso... também tem direito, pensei eu). Até que começa a arrancar, sem me abrir a porta! Atirei-me para a frente do autocarro!
- então e eu?
- aqui é o fim da linha! Se quiser subir a Circunvalação, tem que entrar no autocarro do outro lado da rotunda...
- neste mesmo autocarro?!?!?
- sim (com um sorriso maldoso)
Corri atravessando a rotunda.
Uma viagenzinha atribulada, hein?
Já na Faculdade, tratei de umas coisas que tinha a tratar, e agarrei-me novamente ao Harrison. Depois de 3 dias a marrar glomerulonefrites, decidi passar para as doenças hereditárias do rim e doenças tubulointersticiais renais.
O estudo correu bastante bem, fora a última meia-hora, em que com o cansaço comecei a confundir tudo - eram quase 8h da noite, hora de ir para casa.
Mal eu sabia na aventura que me estava a meter outra vez...
(continua)
Apanho o metro mais ou menos à porta do Hospital, para seguir em direcção à Av. dos Aliados, onde poderia apanhar o 200 para casa. Em 10 minutos estava a chegar ao centro do Porto. Subo as escadas da estação de metro e começo à procura da paragem do 200. Na Av. dos Aliados nada, na Praça da Liberdade, nada!
- ó pá, tá ali o 200! Corre!
...mas para onde? Corri, mas ele subiu a Rua dos Clérigos mais depressa que eu... Cansado, cheguei à paragem em frente à Igreja do Carmo, onde percebi que o 200 já não pára na Av. dos Aliados, mas sim na estação da Trindade (provavelmente para tornar os transportes intermodais de facto intermodais). Cansado, tinha de esperar mais 20 minutos pelo autocarro seguinte... enfim, foi azelhice minha, tive de me conformar.
(continua)
Eu que até andava muito contente com os transportes públicos do Porto, hoje tive uma bela amostra de como pode correr mal, e às vezes o utente até é mal-tratado. Apanhei o 200 perto de minha casa, em direcção ao Castelo do Queijo, mas, devido às corridinhas (que até fui espreitar no Domingo e gostei bastante) o autocarro parou a cerca de 500 metros do Castelo.
- então ficamos por aqui?
- sim, por causa do circuito da Boavista...
- mas está aberto! O autocarro podia ir até à Anemona para fazer a ligação ao 205!
- olhe, faça queixa!
fui a pé até à Anemona. Não que eu não goste de passear à beira-mar, mas às 9 da manhã, com um vento de cortar, e ainda por cima atrasado... enfim, reclamei para dentro e acelerei o passo.
Chegado a Matosinhos, fico à espera do 205 na paragem. O autocarro chega (passados 5 minutos, pelo que até fiquei contente), mas o motorista fechou a porta (para o seu descanso... também tem direito, pensei eu). Até que começa a arrancar, sem me abrir a porta! Atirei-me para a frente do autocarro!
- então e eu?
- aqui é o fim da linha! Se quiser subir a Circunvalação, tem que entrar no autocarro do outro lado da rotunda...
- neste mesmo autocarro?!?!?
- sim (com um sorriso maldoso)
Corri atravessando a rotunda.
Uma viagenzinha atribulada, hein?
Já na Faculdade, tratei de umas coisas que tinha a tratar, e agarrei-me novamente ao Harrison. Depois de 3 dias a marrar glomerulonefrites, decidi passar para as doenças hereditárias do rim e doenças tubulointersticiais renais.
O estudo correu bastante bem, fora a última meia-hora, em que com o cansaço comecei a confundir tudo - eram quase 8h da noite, hora de ir para casa.
Mal eu sabia na aventura que me estava a meter outra vez...
(continua)
Apanho o metro mais ou menos à porta do Hospital, para seguir em direcção à Av. dos Aliados, onde poderia apanhar o 200 para casa. Em 10 minutos estava a chegar ao centro do Porto. Subo as escadas da estação de metro e começo à procura da paragem do 200. Na Av. dos Aliados nada, na Praça da Liberdade, nada!
- ó pá, tá ali o 200! Corre!
...mas para onde? Corri, mas ele subiu a Rua dos Clérigos mais depressa que eu... Cansado, cheguei à paragem em frente à Igreja do Carmo, onde percebi que o 200 já não pára na Av. dos Aliados, mas sim na estação da Trindade (provavelmente para tornar os transportes intermodais de facto intermodais). Cansado, tinha de esperar mais 20 minutos pelo autocarro seguinte... enfim, foi azelhice minha, tive de me conformar.
(continua)
quinta-feira, julho 05, 2007
Confirma-se?
Uma colega da FMUP telefonou para o Ministério da Saúde, onde lhe confirmaram que a data do exame de acesso à especialidade será a 29 de Novembro... Mas ao que parece, enquanto não fôr publicado em Diário da República, não é oficial...
...and we're back!
De volta ao estudo, para mais umas cabeçadas a esse simpático senhor com muitas páginas...
Na faculdade estuda-se bem, apesar do ruído provocado pela densidade populacional que se faz sentir na sala de estudo, nesta altura do ano. É que os 3 primeiros anos (os "teóricos" ainda estão em exames...)
Lá para Agosto teremos mais sossego, mas também, mais solidão...
Na faculdade estuda-se bem, apesar do ruído provocado pela densidade populacional que se faz sentir na sala de estudo, nesta altura do ano. É que os 3 primeiros anos (os "teóricos" ainda estão em exames...)
Lá para Agosto teremos mais sossego, mas também, mais solidão...
terça-feira, julho 03, 2007
Ah pois é!
sexta-feira, junho 29, 2007
Será??
Segundo alguns rumores não confirmados que se ouvem nos corredores da FMUP, o exame de acesso à especialidade será no dia 29 de Novembro, com flexiblidade para a última semana de Novembro ou primeira de Dezembro??
Será que este ano as datas vão ser fornecidas a tempo e horas, ou irá acontecer o mesmo que no ano passado??
Será que este ano as datas vão ser fornecidas a tempo e horas, ou irá acontecer o mesmo que no ano passado??
terça-feira, junho 26, 2007
Exame do ano passado
Para quem não tem, aqui fica o Exame de acesso ao Internado Médico 2007 (A e B), realizado no dia 19 de Dezembro de 2006, e a respectiva chave, disponível e obtida no site da Secretaria Geral do Ministério de Saúde.
Nota 1 - não tenho a certeza, mas penso tratar-se do exame azul... (ainda não o tentei fazer :)
Nota 2 - quando o fotocopiei já estava com esses riscos de rascunho.. Não pude fazer nada.
Nota 1 - não tenho a certeza, mas penso tratar-se do exame azul... (ainda não o tentei fazer :)
Nota 2 - quando o fotocopiei já estava com esses riscos de rascunho.. Não pude fazer nada.
segunda-feira, junho 25, 2007
Gripe das aves aproxima-se
sexta-feira, junho 22, 2007
ACABOU.....
E assim acaba uma longa caminhada de 7 anos neste curso já de si longo, por mim tornado ainda maior...
Apesar de ainda estar programada uma semana de "Economia da Saúde" entre 9-13 de Julho, oficialmente o plano de estudos está completo e, sendo assim, acabei o curso.
Não houve uma aula especial na Aula Magna, nenhuma mensagem aos finalistas, nenhuns foguetes foram deitados. Apenas uma normal manhã de enfermaria e reunião de Serviço que acabou com um abraço de parabéns do Prof. Roncon de Albuquerque, director do serviço e regente da cadeira de Cirurgia Vascular.
Sei que para muita gente é um dia insignificante, mas para mim foi um dia especial, pois a partir de hoje sou Médico. Tantos dias passei nesta faculdade para um dia poder exercer esta profissão.
Por enquanto ainda não cheguei a essa fase que só começará em Janeiro de 2008, mas fica um sentimento de missão cumprida, o pior já passou. O pior e ao mesmo tempo o melhor, pois sei que daqui para a frente acabam-se as irresponsabilidades tantas vezes concedidas a um reles estudante =)
Com o início da actividade como Médico vêm tantas outras responsabilidades e deveres, mas, apesar da apreensão que mantenho em relação ao futuro com o medo de errar ou de por vezes não estar à altura dos meus doentes, vem também o sentimento de estar a caminhar para um destino desejado... Assim sendo, só tenho razões para estar feliz...
Apesar de ainda estar programada uma semana de "Economia da Saúde" entre 9-13 de Julho, oficialmente o plano de estudos está completo e, sendo assim, acabei o curso.
Não houve uma aula especial na Aula Magna, nenhuma mensagem aos finalistas, nenhuns foguetes foram deitados. Apenas uma normal manhã de enfermaria e reunião de Serviço que acabou com um abraço de parabéns do Prof. Roncon de Albuquerque, director do serviço e regente da cadeira de Cirurgia Vascular.
Sei que para muita gente é um dia insignificante, mas para mim foi um dia especial, pois a partir de hoje sou Médico. Tantos dias passei nesta faculdade para um dia poder exercer esta profissão.
Por enquanto ainda não cheguei a essa fase que só começará em Janeiro de 2008, mas fica um sentimento de missão cumprida, o pior já passou. O pior e ao mesmo tempo o melhor, pois sei que daqui para a frente acabam-se as irresponsabilidades tantas vezes concedidas a um reles estudante =)
Com o início da actividade como Médico vêm tantas outras responsabilidades e deveres, mas, apesar da apreensão que mantenho em relação ao futuro com o medo de errar ou de por vezes não estar à altura dos meus doentes, vem também o sentimento de estar a caminhar para um destino desejado... Assim sendo, só tenho razões para estar feliz...
terça-feira, junho 19, 2007
Afinal vale a pena!
Para os pais que viviam com dúvidas se valeria a pena preservar as células primordiais do cordão umbilical dos seus filhos, esta notícia vem confirmar que sim!
Foi realizado o primeiro transplante a partir de células criopreservadas do cordão umbilical.
Fonte: Cienciahoje
Foi realizado o primeiro transplante a partir de células criopreservadas do cordão umbilical.
Fonte: Cienciahoje
No entanto, há quem pense o contrário
De acordo com este post neste blog, citando a agência Lusa, "o responsável pela unidade de transplantação de medula óssea do Instituto Português de Oncologia, Manuel Abecassis, considerou hoje não valer a pena gastar mais de mil euros na criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical." isto porque a taxa de sucesso é tão baixa, que não valeria a pena estar a preservar essas células. Seria como um tiro no escuro.
Com base em nenhuma informação científica, eu penso no seguinte:
- no caso apresentado no post anterior, recorreu-se a células do cordão umbilical do irmão do doente para reproduzir as células da medula óssea... então seria semelhante ao transplante de medula óssea, compatível também entre esses dois irmãos?
- se perguntarmos aos pais dos poucos casos de sucesso, será que nos vão dizer que não valeu a pena? Não me parece.
Assim, aguardo ansiosamente futuras aplicações desta tecnologia, da qual ainda não sou fã.
Com base em nenhuma informação científica, eu penso no seguinte:
- no caso apresentado no post anterior, recorreu-se a células do cordão umbilical do irmão do doente para reproduzir as células da medula óssea... então seria semelhante ao transplante de medula óssea, compatível também entre esses dois irmãos?
- se perguntarmos aos pais dos poucos casos de sucesso, será que nos vão dizer que não valeu a pena? Não me parece.
Assim, aguardo ansiosamente futuras aplicações desta tecnologia, da qual ainda não sou fã.
segunda-feira, junho 18, 2007
...nostalgia...
E assim, num abrir e fechar de olhos, ao fim de 7 anos entro naquela que vai ser a última semana de aulas nesta Faculdade... Por muito aqui passei, muitos amigos fiz, grandes discussões, aprendi, apreendi, senti... muitos momentos guardarei para sempre, mas também não esquecerei das noites sofridas a estudar, sempre à última hora, com amigos, sozinho, as passagens a algumas cadeiras à rasca, o orgulho das (poucas) boas notas, os momentos de solidão e os momentos de apoio dos amigos, dos doentes.
Levo comigo lições de Medicina e de Vida...
Agora é um ciclo que se fecha para outro novo se abrir. Entro numa época de estudo onde vou procurar consolidar o que de mais importante aprendi ao longo do curso, para, em Janeiro próximo, começar a praticar Medicina com toda a força e empenho. Não sei o que o futuro me reserva, mas avanço para ele sem reservas, apesar dos medos e das inseguranças...
Será que vou ser um bom Médico?
Levo comigo lições de Medicina e de Vida...
Agora é um ciclo que se fecha para outro novo se abrir. Entro numa época de estudo onde vou procurar consolidar o que de mais importante aprendi ao longo do curso, para, em Janeiro próximo, começar a praticar Medicina com toda a força e empenho. Não sei o que o futuro me reserva, mas avanço para ele sem reservas, apesar dos medos e das inseguranças...
Será que vou ser um bom Médico?
sexta-feira, junho 15, 2007
Congresso Saúde & Sexo
O Departamento de Saúde Reprodutiva e Sida (DSRS) da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM), em colaboração com a Fundação Portuguesa a Comunidade Contra a SIDA (FPCCSIDA) e as Associações de Estudantes da FMUP (AEFMUP) e ICBAS (AEICBAS) juntaram-se para organizar um congresso sobre saúde e sexo, onde se irão discutir temas como a orientação sexual, o prazer, os negócios do sexo (portanto, temas sempre actuais)
Bravo
Mais informações aqui e podem-se inscrever e saber o programa aqui.
Bravo
Mais informações aqui e podem-se inscrever e saber o programa aqui.
quinta-feira, junho 14, 2007
Vem aí o 2º YES Meeting
Em Setembro vai ocorrer a segunda edição do YES Meeting, um evento realizado pelos alunos da FMUP, que pretende reunir estudantes de todo o Mundo motivando a troca de experiências e de ideias.
Não cheguei a falar nisso aqui, mas estive presente no primeiro Meeting, e posso dizer que foi fantástico. Foram apresentados trabalhos em diversas áreas entre eles trabalhos de investigação que estão a ser desenvolvidos por alunos da faculdade.. Houve também palestras, entre elas, tivemos uma em vídeo-conferencia com Sir Tim Hunt (quem? aqui e aqui), laureado com Prémio Nobel da Medicina/Fisiologia em 2001.
Além das palestras, apresentações, discussões, houve também tempo para lazer e dar a conhecer um bocado desta cidade aos que aqui vieram.
Espero que o de 2007 seja tão bom como o de 2006.
Não cheguei a falar nisso aqui, mas estive presente no primeiro Meeting, e posso dizer que foi fantástico. Foram apresentados trabalhos em diversas áreas entre eles trabalhos de investigação que estão a ser desenvolvidos por alunos da faculdade.. Houve também palestras, entre elas, tivemos uma em vídeo-conferencia com Sir Tim Hunt (quem? aqui e aqui), laureado com Prémio Nobel da Medicina/Fisiologia em 2001.
Além das palestras, apresentações, discussões, houve também tempo para lazer e dar a conhecer um bocado desta cidade aos que aqui vieram.
Espero que o de 2007 seja tão bom como o de 2006.
quarta-feira, junho 06, 2007
Porque é que a cerveja faz fazer xixi?
Porque o álcool inibe a acção da hormona antidiurética (ADH) ou arginina-vasopressina(1), que actua quando é preciso armazenar água. Como está inibida, uma parte maior da água que chega ao rim é excretada.
Daí se dizer que a cerveja não se bebe, despeja-se.
(é o que dá, ler fisiologia renal antes de estudar nefrologia...)
(1) - mais info em BERNE & LEVY PRINCIPLES OF PHYSIOLOGY, da editora Elsevier
Daí se dizer que a cerveja não se bebe, despeja-se.
(é o que dá, ler fisiologia renal antes de estudar nefrologia...)
(1) - mais info em BERNE & LEVY PRINCIPLES OF PHYSIOLOGY, da editora Elsevier
terça-feira, junho 05, 2007
Redemption
É assim, chega a Primavera, vêm as férias da Páscoa, a viagem de curso a queima... e quem sofre é o blog!
Tenho sentido muitas coisas mas escrito muito poucas... não está a ser um ano fácil, é verdade, pelo que a vontade de me exprimir se vai anulando... mas vou tentar ser mais assíduo (promessa que, invariavelmente não cumpro)
a ver vamos
Vou começar por colocar uns posts retrospectivos do que tem sido o (resto) deste ano.
Tenho sentido muitas coisas mas escrito muito poucas... não está a ser um ano fácil, é verdade, pelo que a vontade de me exprimir se vai anulando... mas vou tentar ser mais assíduo (promessa que, invariavelmente não cumpro)
a ver vamos
Vou começar por colocar uns posts retrospectivos do que tem sido o (resto) deste ano.
terça-feira, maio 15, 2007
A não perder
Ando a ler um livro "Por um fio" de Dráuzio Varella (também autor do famoso "Estação Caradiru", que ainda não li). É tão bonito e está tão bem escrito, que acho que devia ser obrigatório lê-lo na faculdade (e não só). Mostrou-me como se deve encarar o doente olhos nos olhos, sem fugir, sem julgar, sem medo.
Fala de histórias de vida de doentes em fase terminal, em que se revelam os amigos, os inimigos, se descobrem rancores de uma vida inteira e se apaziguam antigas zangas...
É uma verdadeira lição para sermos menos mesquinhos e tentarmo-nos aproximar uns dos outros, antes que seja tarde demais. Por isso é um livro positivo e de esperança, sobre a Vida, e não sobre a Morte, como poderia parecer à primeira vista...
Aconselho vivamente. À venda aqui ou aqui.
Fala de histórias de vida de doentes em fase terminal, em que se revelam os amigos, os inimigos, se descobrem rancores de uma vida inteira e se apaziguam antigas zangas...
É uma verdadeira lição para sermos menos mesquinhos e tentarmo-nos aproximar uns dos outros, antes que seja tarde demais. Por isso é um livro positivo e de esperança, sobre a Vida, e não sobre a Morte, como poderia parecer à primeira vista...
Aconselho vivamente. À venda aqui ou aqui.
quarta-feira, março 07, 2007
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Princípio de Fevereiro, Fim de Medicina
Assim acabaram estas 10 semanas do estágio de Medicina Interna, no Hospital Pedro Hispano. Foram semanas animadas, muito trabalhosas, em que deu para aprender bastante. Infelizmente foi difícil conciliar o tempo de estudo com as manhãs no hospital e as tardes na faculdade - os seminários.
Com o exame no último trimestre deste ano, já é altura de estudar a todo o gás (sim porque são "só" cerca de 900 páginas para saber, do Sr. Harrison...)
A Odisseia já começou
Com o fim de Medicina começa o novo bloco, desta vez de 3 semanas - Psiquiatria e Saúde Mental.
Com o exame no último trimestre deste ano, já é altura de estudar a todo o gás (sim porque são "só" cerca de 900 páginas para saber, do Sr. Harrison...)
A Odisseia já começou
Com o fim de Medicina começa o novo bloco, desta vez de 3 semanas - Psiquiatria e Saúde Mental.
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Estudas Medicina quando:
“Estudas medicina quando:
− toda a gente te pergunta com horror e expectativa se 'já viste um morto', sem importar o ano em que estás;
− os amigos dos teus pais identificam-te como 'aquele que estuda medicina' em vez de te tratarem pelo teu nome;
− todos os amigos e familiares te vêm pedir conselhos e ajuda quando alguma coisa lhes dói - mesmo que seja o teu primeiro dia, do teu primeiro ano;
− respondes aos convites dos teus amigos com um 'não posso, tenho que estudar' ou um 'não posso, tenho banco';
− amanhece sem te teres deitado - e não é por teres andado acurtir as discos \o/;
− não importa o muito que estudes, cada vez sentes que te falta saber mais e mais;
− se vais passar um fim de semana fora, levas mais livros que roupa na mala;
− esperas com ansiedade o fim de semana, para poderes estudar o que não conseguiste durante a semana;
− estás mais familiarizado com os apelidos Rouvière, Harrison, Guyton, Robbins, Netter, etc, do que com os apelidos dos teus colegas de curso;
− demoras pelo menos um minuto a responder à pergunta ' quanto dura o teu curso?';
− sentes que todos os teus colegas de secundário estão em cursos mais fáceis que o teu;
− questionas-te frequentemente com que idade acabarás por te casar ou terfilhos;
− puseste várias vezes a hipotése de mudar de curso, paracomunicação ou turismo;
− estás certo que 80 % dos teus colegas se casarão com uma enfermeira e que 80 % das tuas colegas simplesmente não se casarão;
− sentes que não restam coisas no mundo que te possam fazer asco;
− descobres que não podes comer com os teus companheiros de curso sem, inevitavelmente, acabarem a falar de temas médicos;
− te sentes menos se o teu estetoscópio não é 'Littmann';
− entendes automaticamente o significado de siglas como HTA, DPOC, EPO, IL-2 ou EAM;
− não te doem os músculos - tens mialgias - nem tens sede ou fome - tens polidipsia e polifagia;
− uma pessoa não está deitada de barriga para cima, e sim em decúbito dorsal;
− eliminaste do teu léxico o sufixo 'logia' e te limitas a dizer 'morfo', 'micro', 'fisio', 'pato', 'semio', 'cardio', 'embrio', ...;
− tomas mais café que água, por dia;
− estranhas os dias em que conseguias saber o que se passava com a actualidade nacional;
− apercebes-te que começou uma guerra, precisamente após esta ter terminado;
− cada vez que comes ou bebes algo, reparas na composição, calorias e vitaminas;
− tratas de recordar todos os dias a razão pela qual entraste em medicina, e se não a encontras consolas-te a pensar no tempo que falta para te licenciares
hihihi
− toda a gente te pergunta com horror e expectativa se 'já viste um morto', sem importar o ano em que estás;
− os amigos dos teus pais identificam-te como 'aquele que estuda medicina' em vez de te tratarem pelo teu nome;
− todos os amigos e familiares te vêm pedir conselhos e ajuda quando alguma coisa lhes dói - mesmo que seja o teu primeiro dia, do teu primeiro ano;
− respondes aos convites dos teus amigos com um 'não posso, tenho que estudar' ou um 'não posso, tenho banco';
− amanhece sem te teres deitado - e não é por teres andado acurtir as discos \o/;
− não importa o muito que estudes, cada vez sentes que te falta saber mais e mais;
− se vais passar um fim de semana fora, levas mais livros que roupa na mala;
− esperas com ansiedade o fim de semana, para poderes estudar o que não conseguiste durante a semana;
− estás mais familiarizado com os apelidos Rouvière, Harrison, Guyton, Robbins, Netter, etc, do que com os apelidos dos teus colegas de curso;
− demoras pelo menos um minuto a responder à pergunta ' quanto dura o teu curso?';
− sentes que todos os teus colegas de secundário estão em cursos mais fáceis que o teu;
− questionas-te frequentemente com que idade acabarás por te casar ou terfilhos;
− puseste várias vezes a hipotése de mudar de curso, paracomunicação ou turismo;
− estás certo que 80 % dos teus colegas se casarão com uma enfermeira e que 80 % das tuas colegas simplesmente não se casarão;
− sentes que não restam coisas no mundo que te possam fazer asco;
− descobres que não podes comer com os teus companheiros de curso sem, inevitavelmente, acabarem a falar de temas médicos;
− te sentes menos se o teu estetoscópio não é 'Littmann';
− entendes automaticamente o significado de siglas como HTA, DPOC, EPO, IL-2 ou EAM;
− não te doem os músculos - tens mialgias - nem tens sede ou fome - tens polidipsia e polifagia;
− uma pessoa não está deitada de barriga para cima, e sim em decúbito dorsal;
− eliminaste do teu léxico o sufixo 'logia' e te limitas a dizer 'morfo', 'micro', 'fisio', 'pato', 'semio', 'cardio', 'embrio', ...;
− tomas mais café que água, por dia;
− estranhas os dias em que conseguias saber o que se passava com a actualidade nacional;
− apercebes-te que começou uma guerra, precisamente após esta ter terminado;
− cada vez que comes ou bebes algo, reparas na composição, calorias e vitaminas;
− tratas de recordar todos os dias a razão pela qual entraste em medicina, e se não a encontras consolas-te a pensar no tempo que falta para te licenciares
hihihi
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Semana estranha
Esta semana foi estranha: por um lado tive menos trabalho, por outro tive muito mais!
No Hospital, houve menos trabalho (não que haja menos doentes!!) porque entraram os novos IAC (internos de ano complementar) - que, por despacho do Ministério, foram colocados no fim da semana passada, com opção de negociar com o hospital de destino a data de início... Como foi mais gente para trabalhar, menos sobrou para mim!
Por outro lado, esta semana foi a entrega de histórias clínicas, para avaliação. Cada uma com cerca de 25 páginas, dá para imaginar o trabalho... Ao mesmo tempo, tive as apresentações de casos clínicos durante a tarde, na faculdade.
Sobrou pouco tempo para estudar e para viver....
No Hospital, houve menos trabalho (não que haja menos doentes!!) porque entraram os novos IAC (internos de ano complementar) - que, por despacho do Ministério, foram colocados no fim da semana passada, com opção de negociar com o hospital de destino a data de início... Como foi mais gente para trabalhar, menos sobrou para mim!
Por outro lado, esta semana foi a entrega de histórias clínicas, para avaliação. Cada uma com cerca de 25 páginas, dá para imaginar o trabalho... Ao mesmo tempo, tive as apresentações de casos clínicos durante a tarde, na faculdade.
Sobrou pouco tempo para estudar e para viver....
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Quem quer doar medula óssea??
A propósito da notícia de hoje no Telejornal da RTP1, onde se dizia que o número de dadores de medula óssea aumentou exponencialmente nos últimos 3 anos (sendo hoje cerca de 64.000), deixo aqui o meu testemunho de quando me inscrevi, acerca de 2 anos atrás. Foi um email que mandei a todos os meus amigos/conhecidos. Espero que sirva para incentivar mais alguém...
"Olá a todos.
Hoje de tarde, fui-me inscrever como dador de medula óssea. Tinha medo - apesar de ser estudante de Medicina, tenho ódio às agulhas.. uma fobia ainda não resolvida, que estou a tentar ultrapassar.
Há uns tempos atrás, lembro-me de ver um programa na televisão, acerca das muitas doenças em que a única cura é o transplante de medula.
Pensei: "também eu posso ser dador!".. mas tal não aconteceu. Por preguiça, por falta de informação, por algum receio também.
Por isso escrevo este email, para informar todos os interessados, como é fácil, indolor, e como pode eventualmente salvar uma vida.
Tudo o que é preciso fazer, é dirigir-se ao centro de histocompatibilidade (no meu caso do Norte) - que é dentro do recinto do Hospital S. João. A forma mais fácil de lá chegar, para quem conhece, é pela porta ao lado da entrada da FEUP (do outro lado da rua, claro), e perguntar ao segurança da entrada - não há que enganar.
Uma vez lá, é tão simples como escrever um pequeno questionário com dados pessoais, história de doenças prévias, e pouco mais. Para ser dador é necessário ter peso superior a 50 Kg, e idade compreendida entre os 18 e 48 anos.
A seguir, é feita uma colheita de sangue de 2 frasquinhos de 9 mL (o que demora 30 segundos).. e pronto. Já está.
Esse sangue vai servir para fazer uma tipagem do HLA do dador (é um grupo de antigénios muito específico que temos nas células do sangue, e que são responsáveis pela rejeição dos transplantes).
Depois, esses dados são adicionados a uma grande base internacional, com informação de todos os dadores mundiais. Até aqui não acontece mais nada.
Se eventualmente for detectado algum potencial receptor (em qualquer parte do mundo), somos contactados para uma nova colheita de sangue, para fazer testes mais profundos à compatibilidade, e caso esta seja comprovada e aceitarmos ser dadores, o processo de colheita de medula é muito simples (funciona mais ou menos como a hemodiálise): ficamos ligados a uma máquina durante algum tempo, que faz uma espécie de filtragem, onde retira do nosso sangue as células que serão depois transplantadas. É um processo inócuo, sem necessidade de anestesia. Podemos ficar a ver televisão, ou à conversa com as simpáticas enfermeiras ;)
Importa também referir que, se a dada altura do processo não se estiver 100% seguro, pode-se sempre desistir sem que haja algum tipo de recriminação ou falta de compreensão. A decisão cabe única e exclusivamente ao dador.
Pode aparecer um receptor amanhã, daqui a um mês, um ano, ou até nunca aparecer. Mas é uma forma muito simples de se poder salvar alguém. Passei este ano pelo serviço de Hematologia durante o meu curso, e acreditem que as doenças hematológicas (como as leucemias e linfomas) são doenças muito agressivas com tratamentos dolorosos... algo que o transplante de medula não é.
Espero ter sido claro, e peço desculpa pela extensão.
Um abraço amigo
29/11/2004"
Mais informações:
Portal da Saúde
Centro de Histocompatibilidade do Norte
Rua Dr. Roberto Frias, Pavilhão "Maria Fernanda"
4200-467 Porto
Tel: (+351) 225 573 470
Fax: (+351) 225 501 101
E-mail: administ@chn.pt
Centro de Histocompatibilidade do Sul
"Olá a todos.
Hoje de tarde, fui-me inscrever como dador de medula óssea. Tinha medo - apesar de ser estudante de Medicina, tenho ódio às agulhas.. uma fobia ainda não resolvida, que estou a tentar ultrapassar.
Há uns tempos atrás, lembro-me de ver um programa na televisão, acerca das muitas doenças em que a única cura é o transplante de medula.
Pensei: "também eu posso ser dador!".. mas tal não aconteceu. Por preguiça, por falta de informação, por algum receio também.
Por isso escrevo este email, para informar todos os interessados, como é fácil, indolor, e como pode eventualmente salvar uma vida.
Tudo o que é preciso fazer, é dirigir-se ao centro de histocompatibilidade (no meu caso do Norte) - que é dentro do recinto do Hospital S. João. A forma mais fácil de lá chegar, para quem conhece, é pela porta ao lado da entrada da FEUP (do outro lado da rua, claro), e perguntar ao segurança da entrada - não há que enganar.
Uma vez lá, é tão simples como escrever um pequeno questionário com dados pessoais, história de doenças prévias, e pouco mais. Para ser dador é necessário ter peso superior a 50 Kg, e idade compreendida entre os 18 e 48 anos.
A seguir, é feita uma colheita de sangue de 2 frasquinhos de 9 mL (o que demora 30 segundos).. e pronto. Já está.
Esse sangue vai servir para fazer uma tipagem do HLA do dador (é um grupo de antigénios muito específico que temos nas células do sangue, e que são responsáveis pela rejeição dos transplantes).
Depois, esses dados são adicionados a uma grande base internacional, com informação de todos os dadores mundiais. Até aqui não acontece mais nada.
Se eventualmente for detectado algum potencial receptor (em qualquer parte do mundo), somos contactados para uma nova colheita de sangue, para fazer testes mais profundos à compatibilidade, e caso esta seja comprovada e aceitarmos ser dadores, o processo de colheita de medula é muito simples (funciona mais ou menos como a hemodiálise): ficamos ligados a uma máquina durante algum tempo, que faz uma espécie de filtragem, onde retira do nosso sangue as células que serão depois transplantadas. É um processo inócuo, sem necessidade de anestesia. Podemos ficar a ver televisão, ou à conversa com as simpáticas enfermeiras ;)
Importa também referir que, se a dada altura do processo não se estiver 100% seguro, pode-se sempre desistir sem que haja algum tipo de recriminação ou falta de compreensão. A decisão cabe única e exclusivamente ao dador.
Pode aparecer um receptor amanhã, daqui a um mês, um ano, ou até nunca aparecer. Mas é uma forma muito simples de se poder salvar alguém. Passei este ano pelo serviço de Hematologia durante o meu curso, e acreditem que as doenças hematológicas (como as leucemias e linfomas) são doenças muito agressivas com tratamentos dolorosos... algo que o transplante de medula não é.
Espero ter sido claro, e peço desculpa pela extensão.
Um abraço amigo
29/11/2004"
Mais informações:
Portal da Saúde
Centro de Histocompatibilidade do Norte
Rua Dr. Roberto Frias, Pavilhão "Maria Fernanda"
4200-467 Porto
Tel: (+351) 225 573 470
Fax: (+351) 225 501 101
E-mail: administ@chn.pt
Centro de Histocompatibilidade do Sul
Felizmente não durou muito tempo...
"A unidade de transplantes hepáticos pediátricos de Coimbra já está de novo a funcionar, não sendo então necessário evacuar as crianças para o estrangeiro."
in Renascença
in Renascença
Nova fonte de células estaminais
Uma equipa de cientistas descobriu que é possível utilizar células estaminais presentes no liquido amniótico (o líquido que está dentro da "bolsa de águas" de uma grávida) para criar vários tipos de tecido. É um grande avanço porque não tem o problema ético do uso de embriões excedentários para obtenção de células semelhantes, e tem poucos riscos para a mãe e para o bebé (obtém-se por amniocentese - o mesmo procedimento efectuado para diagnosticar algumas doenças no bebé).
Notícia completa aqui, e a opinião do Prof. Manuel Sobrinho Simões aqui.
Notícia completa aqui, e a opinião do Prof. Manuel Sobrinho Simões aqui.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
3 doentes, 3 corações
De manhã estive a ver 3 doentes, mais ou menos sozinho (a minha tutora teve de se ausentar). Apercebi-me que, como a maior parte dos doentes que vêm parar à minha ala, têm patologia cardíaca. Realmente, as estatísticas confirmam-se: as doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte em Portugal... e é uma pena, porque são relativamente fáceis de prevenir: dieta equilibrada, exercício físico e não fumar - são o essencial para manter um coração a bater de forma saudável... (mais informações aqui e aqui. Aqui podem fazer download do Programa Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Cardiovasculares).
Médicos e o aborto
"Mais de uma centena de médicos prepara-se para constituir um movimento de clínicos favor do “não” no referendo sobre o aborto.
Chama-se 'Somos médicos por isso não' e está já a recolher assinaturas junto aos profissionais de todo o país.
Roberto Roncon explica que o objectivo é comprometer os médicos com a defesa da vida.
“É um movimento de médicos que vai ter uma dinâmica de recolha de assinaturas uma vez que temos a percepção que a maioria dos médicos é, de facto, contra a liberalização total do aborto e, por outro lado, vamos convergir para uma acção nacional no dia 27 de Janeiro onde iremos fazer uma apresentação com figuras de referência sobre aquilo que para nós é a defesa da vida”, disse.
Este médico acrescenta que “para nós a medicina deve ser sempre feita em defesa da vida”."
in Renascença - Música e Informação Dia a Dia
Chama-se 'Somos médicos por isso não' e está já a recolher assinaturas junto aos profissionais de todo o país.
Roberto Roncon explica que o objectivo é comprometer os médicos com a defesa da vida.
“É um movimento de médicos que vai ter uma dinâmica de recolha de assinaturas uma vez que temos a percepção que a maioria dos médicos é, de facto, contra a liberalização total do aborto e, por outro lado, vamos convergir para uma acção nacional no dia 27 de Janeiro onde iremos fazer uma apresentação com figuras de referência sobre aquilo que para nós é a defesa da vida”, disse.
Este médico acrescenta que “para nós a medicina deve ser sempre feita em defesa da vida”."
in Renascença - Música e Informação Dia a Dia
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Princípio do ano animado
O ano começou bem, com muito trabalho :) e muita animação, cortesia do Ministério da Saúde...
Hoje também foi uma manhã atarefada - ajudei a passar visita e redigi duas notas de alta. Ao mesmo tempo fui assistindo uma nova interna de oncologia, que entrou esta semana para o serviço... nos primeiros dias não se consegue fazer nada: o sistema é novo, não sabe onde estão as coisas (desde as luvas para a gasimetria, às requisições de análises, até à cafetaria para aumentar o rendimento!)
Do lado dos recém-licenciados, continua a luta (pouco falada na comunicação social) pela organização do denominado "ano-comum". É o ano que (em conjunto com o 6º ano profissionalizante) vem substituir o antigo Internato Geral. Há alguns problemas:
- a lista de colocações era suposto ter saído antes do ano novo, uma vez que o início desse "internato" seria no dia 2 de Janeiro. O problema é que a lista saiu, mas com tantos erros que foi imediatamente revogada.
- a colocação é determinada pela média de curso, e a escolha é feita pelos candidatos, que elaboram uma lista com 20 hospitais, de acordo com a sua preferência. Tendo em conta que o curso acabou em Julho (dando o desconto de épocas especiais até Outubro), como se admite que a lista ainda não tenha saído? Cheira-me a alguma incompetência...
Preocupo-me não só pelos meus colegas que não foram colocados (que têm assim umas férias forçadas), que já tinham alugado habitação (como não trabalham, não vão ter remuneração para pagar esses alugueres), mas também pelo meu ano - o que será que vai acontecer quando for a nossa vez?
Hoje também foi uma manhã atarefada - ajudei a passar visita e redigi duas notas de alta. Ao mesmo tempo fui assistindo uma nova interna de oncologia, que entrou esta semana para o serviço... nos primeiros dias não se consegue fazer nada: o sistema é novo, não sabe onde estão as coisas (desde as luvas para a gasimetria, às requisições de análises, até à cafetaria para aumentar o rendimento!)
Do lado dos recém-licenciados, continua a luta (pouco falada na comunicação social) pela organização do denominado "ano-comum". É o ano que (em conjunto com o 6º ano profissionalizante) vem substituir o antigo Internato Geral. Há alguns problemas:
- a lista de colocações era suposto ter saído antes do ano novo, uma vez que o início desse "internato" seria no dia 2 de Janeiro. O problema é que a lista saiu, mas com tantos erros que foi imediatamente revogada.
- a colocação é determinada pela média de curso, e a escolha é feita pelos candidatos, que elaboram uma lista com 20 hospitais, de acordo com a sua preferência. Tendo em conta que o curso acabou em Julho (dando o desconto de épocas especiais até Outubro), como se admite que a lista ainda não tenha saído? Cheira-me a alguma incompetência...
Preocupo-me não só pelos meus colegas que não foram colocados (que têm assim umas férias forçadas), que já tinham alugado habitação (como não trabalham, não vão ter remuneração para pagar esses alugueres), mas também pelo meu ano - o que será que vai acontecer quando for a nossa vez?
Drama no HPH e outras aventuras
Mais um dia no HPH. Hoje como a minha tutora não estava disponível, andei meio sozinho pela enfermaria a fazer umas histórias.. Falei com um senhor que teve um linfoma não-Hodgkin há 2 anos atrás, teve recidiva agora e, azar dos azares fez uma reacção adversa a um antibiótico ficando com uma hepatite grave... Por vezes o sofrimento parece ser cínico...
No hospital anda um grande alvoroço por causa do recém instalado sistema de controle de assiduidade através de dados biométricos (i.e. impressões digitais). Lá as opiniões dividem-se: há os que são contra porque pensam que é uma humilhação, os que são contra porque têm medo de terem os dados biométricos armazenados no computador e os que são contra... enfim, porque assim vão mesmo que passar aquelas horas todas no hospital. Por outro lado, há os que estão a favor, que acham que uns não têm de fazer o trabalho dos outros, mas estão apreensivos: se passam mais horas no hospital do que as que lhes são pagas, será que vão receber horas extra??
A minha humilde opinião é favorável, apesar de infantilizar um bocado todo o pessoal hositalar. Quem não deve não teme, e quem trabalha não está preocupado se vão controlar o horário laboral ou não. A mim o que me preocupa é: será que o tiro não vai sair pela culatra do Ministério, e vão perceber que grande parte do pessoal faz horas extra?? E se sim, o Ministro estará disposto a pagar essas horas extra? Será que os Médicos não vão simplesmente embora quando o horário tiver terminado?
São só alguns pontos para reflectir... mas que a decisão do Ministro da Saúde está tomada, ah isso está...
No hospital anda um grande alvoroço por causa do recém instalado sistema de controle de assiduidade através de dados biométricos (i.e. impressões digitais). Lá as opiniões dividem-se: há os que são contra porque pensam que é uma humilhação, os que são contra porque têm medo de terem os dados biométricos armazenados no computador e os que são contra... enfim, porque assim vão mesmo que passar aquelas horas todas no hospital. Por outro lado, há os que estão a favor, que acham que uns não têm de fazer o trabalho dos outros, mas estão apreensivos: se passam mais horas no hospital do que as que lhes são pagas, será que vão receber horas extra??
A minha humilde opinião é favorável, apesar de infantilizar um bocado todo o pessoal hositalar. Quem não deve não teme, e quem trabalha não está preocupado se vão controlar o horário laboral ou não. A mim o que me preocupa é: será que o tiro não vai sair pela culatra do Ministério, e vão perceber que grande parte do pessoal faz horas extra?? E se sim, o Ministro estará disposto a pagar essas horas extra? Será que os Médicos não vão simplesmente embora quando o horário tiver terminado?
São só alguns pontos para reflectir... mas que a decisão do Ministro da Saúde está tomada, ah isso está...
quarta-feira, dezembro 20, 2006
segunda-feira, dezembro 18, 2006
18 Dezembro
de manhã no serviço, a ver doentes e passar altas. Já estou numa fase em que me é dada alguma autonomia. Normalmente de manhã vejo os doentes acompanhado pela minha tutora, analisamos o historial e a evolução dos doentes, e se for o caso, passo as altas (que é uma burocracia em que se perde bastante tempo, uma vez que tem de se escrever toda a história e evolução do doente no sistema informático, que infelizmente trabalha a carvão...)
de tarde, na consulta de cardiologia, a ver "bons" corações... gostei imenso!
de tarde, na consulta de cardiologia, a ver "bons" corações... gostei imenso!
sexta-feira, dezembro 15, 2006
dias em Dezembro
dia 14/12 - ajudei a fazer uma toracocentese (procedimento em que é inserida uma agulha de grande calibre no tórax, para extracção de líquido, pús, sangue ou ar)
dia 15/12 - fiz a minha primeira gasimetria arterial, seguida da segunda e da terceira!
dia 15/12 - fiz a minha primeira gasimetria arterial, seguida da segunda e da terceira!
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