sexta-feira, setembro 28, 2007

Teste prognóstico

Não correu muito bem, mas também não foi mau.

Hoje, a 2 meses da "data oficial", fiz o exame de Dezembro de 2006 e tive 68. Como era de esperar, acertei quase todas as perguntas de Gastro (o Capítulo que estou a ler agora). Mas fiquei desiludido, surpreso e preocupado por só ter acertado 11 (das 20) de Hemato (que acabei de ler à 15 dias).

Assim, esperam-me 2 meses duros, intensos e... cansativos!

quarta-feira, setembro 26, 2007

Resposta a Tienhuan

Olá,

Já corrigi o erro relativo ao ficheiro da Chave do exame de Dezembro de 2006. O único problema é que eu não sei se o exame que tenho é o azul ou branco (ainda não o resolvi...)

Quanto ao exame propriamente dito, passei-o para formato word, retirando assim aquelas anotações horriveis que estavam na digitalização. Podes tirá-lo através do mesmo link aqui ao lado.

Obrigado pela ajuda na alínea que falta, e, se não te importares, falta-me também as alíneas 2 a 5 da pergunta 91. E acho que é tudo!

PS - podes ver o meu email no meu perfil

sexta-feira, setembro 21, 2007

Barulho não ajuda a concentrar

Ai... 18 páginas de Doença Ulcerosa Péptica... Ninguém merece...

Hoje fui estudar para Biblioteca Almeida Garrett, nos jardins do Palácio de Cristal (ou do ovni que puseram lá em vez dele). Precisava um bocado de mudar de paredes, uma vez que as do meu quarto já estão a ficar gastas, e as da casa da minha colega MT (minha fiel companheira de estudo) também já estão fartas de olhar para nós. Além disso, na semana passada começaram as aulas na Faculdade, pelo que se tornou mais ou menos impraticável estudar na Sala de Estudo do Prof. Pinto Machado. Foi bom poder estudar lá nos últimos dois meses, agora procuro novo local para relação estável (durante mais ou menos dois meses e meio!). Mas voltando à Biblioteca, que esperava ser um local sossegado para estudar, rapidamente me apercebi que ia ser muito difícil - além de estar bastante lotada (o que é óptimo), havia muito barulho - as pessoas conversam, os bibliotecários atendem telefonemas de pessoas que querem saber informações, algumas pessoas passeiam pela sala fazendo "toc-toc" no chão... enfim, tudo pequenos ruídos que numa cabeça em concentração se tornam piores que um concerto de Heavy Metal... Se soubesse, tinha ficado em casa a estudar ao som dos Metallica =)

Assim sendo, bendita Biblioteca que difunde o conhecimento, mas não dá para ir na companhia do Harrison.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Dúvida

Será que é possível assimilar assim tanto conhecimento? É que já me doem os neurónios...

quarta-feira, setembro 19, 2007

Gastro

...the never ending chapter...

terça-feira, setembro 18, 2007

Tudo em Ordem

Hoje dei mais um passo na minha caminhada para me tornar Médico (apesar de já o ser, até hoje não passava, digamos, de um estado de espírito!)

Fui-me inscrever na Ordem dos Médicos portugueses, organismo no qual tenho que estar inscrito para poder exercer medicina em Portugal. (www.nortemedico.pt)

Depois de apresentar o certificado de Licenciatura em Medicina, fotocópias do BI e NIF, Registo Criminal (limpinho!), 2 fotografias da minha bela fronha e 210 euros (que me sairam do pêlo...), ganhei o direito a exercer Medicina Tutelada!

E tutelada porquê? Porque, obviamente, depois de seis anos a estudar (no meu caso sete, porque estava a gostar tanto do curso que decidi ficar mais um) ninguém está apto para exercer a Medicina.

Assim, continuo a estudar o meu Harrison, para um dia poder vir a exercer-la sozinho...

domingo, setembro 16, 2007

Time goes by

Isto provavelmente é o que sentem muitos dos que partilham comigo este estudo profundo para o exame de acesso à especialidade. É óbvio que é um exame sem nota mínima, que não conta para a formação como médico... Mas do qual todos sabemos que depende o nosso futuro...

Assim, alguns começam já a entrar em parafuso com as vicissitudes trazidas por estudo tão ingrato. Acabo de entrar agora no re-estudo de Gastrenterologia, e sinto que o que está para trás, apesar de bem estudado, ainda não está consolidado... A isto alia o facto de o exame não depender só de factos sabidos, mas também de o factor sorte ter também uma cota parte no cartório (como em qualquer exame de escolha múltipla).

As últimas novidades dizem-nos que os IAC's (internos de ano complementar) não vão poder repetir exame connosco. Por ser uma matéria que merece alguma reflexão, para já não expresso a minha opinião quanto a esse facto.


Estudos à parte, esta semana fui levantar o meu certificado de Licenciatura, onde se certifica que eu sou MÉDICO, licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com a classificação de 14 valores. Apesar de ter cumprido o meu objectivo para o curso, percebo agora que não é uma classificação nada de especial, que não irá ter repercussões positivas no meu futuro... Espero com ansiedade a possibilidade de encher o meu curriculum e a minha vida de novas experiências que de certeza me enriquecerão como profissional e como pessoa...

sábado, setembro 15, 2007

Resposta a Tienhuan

Se sempre for, porque apesar de o exame estar marcado para dia 29 de Novembro (segundo confirmação telefónica com o Ministério da Saúde), até sair em Diário da República, essa data é mera especulação....

Um abraço

quarta-feira, setembro 12, 2007

À volta de Hematologia

Estou no fim do estudo do volume de Hematologia do meu amigo Harrison, e quase entro em desespero: porque é que os distúrbios da coagulação são tão chatos?? Até as leucemias e linfomas me custou menos estudar...

Alguém está comigo?

Depois de amanhã conto começar outra vez Gastro... Vai ser duro.

Já só faltam para aí 80 dias (isto se sempre for a 29 de Novembro...)

terça-feira, setembro 11, 2007

25 de Outubro – 4ª feira

No 3º dia conhecemos o Médico que iria orientar o nosso estágio, mas que tinha estado de folga no princípio da semana. Estranhamente (ou não), era um médico espanhol. Apercebi-me que a falta de médicos no interior é real, e não uma coisa que se fala na televisão ou no corredor do hospital – onde por vezes os há em número suficiente. De facto não só o médico é espanhol, como vive em Zamora, a cerca de 200 km de Alfândega da Fé, percurso que faz todos os dias “porque me apeguei a esta população e agora custa-me deixá-los…” E como diziam os doentes “olhe, ele é espanhol, não se percebe muito bem o que diz, mas é bom Médico e trata bem da gente…”
Depois das introduções formais, foram-nos distribuídas tarefas: teríamos de elaborar alguns trabalhos, além da execução de tarefas normais no centro de saúde – como DAR CONSULTAS! Foi-nos destinado um trabalho sobre diarreias e uma brochura sobre obstipação (portanto, uma merda de trabalho!), além das duas histórias clínicas colhidas a doentes do Centro de Saúde (tal como já tínhamos feito no módulo urbano da mesma cadeira).

Trabalhamos muito todo o dia, tentando por um lado ajudar o nosso tutor a ver os doentes que tinha marcado para aquele dia, bem como fomos dando um apoio aos casos que apareciam de urgência (no serviço de atendimento permanente)… Pouco a pouco fomo-nos sentindo cada vez mais Médicos, e ao fim do dia já fazíamos parte do Centro de Saúde.

A população acolheu-nos bem (em geral), apesar de estarem habituados aos médicozinhos novos que vêm, vão e não voltam…

Cansados depois de um dia de trabalho, fomos para o Centro Cultural, onde pudemos cear uma bela tosta mista com bacon, e dar um adianto nos trabalhos para a disciplina.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Ainda estou vivo

Para quem estivesse preocupado, este post é só para dizer que não morri enquanto estudava o Harrison!

Têm sido uns dias bem preenchidos na companhia desse nosso amiguinho de tão poucas páginas, tão breve em palavras (passe o sarcasmo)

Para os mais desatentos, coloquei um link aqui ao lado, para disponibilizar os 2 últimos exames de especialidade (não contemplados no livro do Miguel Cordeiro e Tiago Reis Marques)

Não me esqueci da saga da Alfândega da é, que vou continuar a publicar, mas ainda tenho de fazer umas revisões no texto.

Até breve (ou não!)

terça-feira, agosto 21, 2007

24 de Outubro - The never-ending day…

O segundo dia foi cansativo mas gratificante. Começou às 9h da manha no centro de saúde. De manhã estive a assistir à consulta no SAP – serviço de atendimento permanente. Foi uma manhã animada, com muitos doentes e poucos recursos. Apesar disso o CS está bem apetrechado com sistema informático de apoio ao médico, o que permite ter a um clique todo o historial do doente, as prescrições, etc. Acho que é o padrão nos centros de saúde de Portugal.
O almoço ao meio-dia – maravilhosamente confeccionado pela D. Clotilde: panados com arroz de legumes. A nossa ementa era a mesma dos doentes – bem se come neste hospital, pensei eu!

A tarde continuou em consulta, mas com um dado novo: dei a minha primeira consulta! A principio o medo, depois a dúvida e insegurança, no final, a satisfação! Apesar de totalmente inesperado (pois na parte urbana deste estágio nunca fiquei sozinho), fiquei contente por ver a confiança que o tutor depositou em mim, depois de dar 2 ou 3 consultas com ele.

Reinou um misto de sentimentos. Por um lado querer compreender as necessidades do doente, por outro lado perceber as suas manhas. Se, por um lado há doentes que simplesmente ficam felizes e aliviados por terem ali alguém para os ouvir, sentindo-se por isso confortados, outros há que entram num consultório não para uma consulta, mas para apresentar uma lista de exigências que não admitem ver incumpridas.
Acho que saber lidar com todos os tipos de doentes só se adquire com a prática - o que me falta, e muito. Aos doentes mais compassivos senti vontade de abraçar e confortar, enquanto que com aqueles mais exigentes tive muita dificuldade em sequer estabelecer uma relação de empatia (a base da relação médico paciente). Nessas consultas lembrei-me muito das aulas de Psicologia no 2º ano da faculdade, em que aprendíamos técnicas de entrevista e a “desarmar” os doentes – parecia tão mais fácil quando praticávamos uns com os outros =)
Assim correu o dia todo, no meio de gripes, otites, artrites e outras patologias, outras dúvidas…

À noite, fomos afogar as mágoas e festejar as alegrias para o Centro Cultural do Mestre José Rodrigues, um espaço fantástico no centro da Cidade, equipado com cinema, salas de exposições e um brilhante café que fica aberto até às duas da madrugada.

Fui dormir, cansado, mas realizado.

Informações sobre Alfândega da Fé: aqui e aqui.

terça-feira, agosto 14, 2007

Experiência em Alfândega da Fé

Em Novembro do ano que passou, estive em Alfandega da Fé, a fazer o módulo de Medicina Rural - uma parte do estágio de Medicina Comunitária. Fui com uma colega da minha turma, com quem partilhei as experiências médicas no interior.

Transcrevo agora o diário do que fiz por lá, por ter tido preguiça de o acabar na altura…

Partida - dia 23 de Outubro

Hoje foi o primeiro dia. Depois de uma partida atribulada do Porto, a viagem correu sem grandes percalços. Felizmente hoje não foi dia de chuva, por isso o transito no IP4 processava-se de forma normal e fluente. Depois de um pequeno engano numa saída, chegamos sem problemas a Alfandega da Fé. A cidade pareceu-nos pacata mas estranhamente moderna. Imaginávamos uma pequena aldeia no meio de Trás-os-Montes, saiu-nos uma jovem cidade. Foi uma boa surpresa.

Chegados às 20h e cheios de fome, fomos jantar uma bela vitela assada a um restaurante local, que foi bem servida e a um preço à antiga. Seguimos para a nossa residencial, onde fomos muito bem recebidos, num ambiente caseiro mas com todo o conforto alberguista.

No Centro de Saúde apenas demos uma pequena volta de reconhecimento. É engraçado porque parece um hospital em ponto pequeno, mas isto foi só a primeira impressão.

Depois de jantar, recolhemos aos quartos, para continuar alguns trabalhos pendentes da semana passada.

Assim iniciou esta estadia de duas semanas, numa cidade de Trás-os-Montes…

quarta-feira, agosto 08, 2007

Aguardamos publicação oficial

Ao que parece, o exame de acesso à especialidade sempre vai ser no dia 29 de Novembro de 2007. No entanto, essa data ainda não foi publicada no site dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde (que veio substituir a antiga secretaria geral).

Aguardamos (já que não fomos de férias) essa publicação.

segunda-feira, julho 30, 2007

Cardiologia olé

Depois de acabar com (algum) sucesso a segunda leitura da parte de Pneumologia, dei hoje inicio ao re-estudo de Cardiologia, um conjunto de capítulos mais extenso e mais complexo.

Força a mim e a todos os que estão a estudar o Harrison neste fim de Julho caliente...

segunda-feira, julho 23, 2007

goes on and on

Mais uma semana que passou rapidinho.. Felizmente para quem está a estudar, o tempo tem ajudado (não está muito convidativo para as práticas balneares ;)

Agora tenho estado embrenhado em Pneumologia, que espero completar até ao fim desta semana, para poder tirar umas mini-férias... Felizmente ainda não me sinto muito cansado, pelo que o estudo tem corrido bem, mas prefiro ir tirando uns dias aqui, outros ali, para não enlouquecer.

Na FMUP, as épocas de exames acabam no fim desta semana, pelo que o estudo durante o mês de Agosto na sala de estudo irá ser ainda mais rentável (devido à provável diminuição da densidade populacional!)

sábado, julho 14, 2007

Principio do fim-de-semana

Muitos transportes públicos ao longo da semana. Perdi o encanto.

Entretanto acabei a segunda volta por Nefrologia, e comecei a re-estudar Pneumologia. Os capítulos iniciais são tranquilos: Dispneia, Tosse e Hemoptise, Cianose... entrando nas neoplasias pulmonares e na tuberculose pulmonar é que começa a complicar um bocadinho, mas nada comparado com Nefrologia...

quinta-feira, julho 12, 2007

Escreva em bom Português!

Eis algumas regras para que possam escrever artigos em bom Português, nos vossos blogues:

  • Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
  • É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
  • Anule aliterações altamente abusivas.
  • não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
  • Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
  • O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
  • Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
  • Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, tá fixe?
  • Palavras de baixo calão podem transformar o seu texto numa merda.
  • Nunca generalize: generalizar, é um erro em todas as situações.
  • Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
  • Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".
  • Frases incompletas podem causar
  • Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma ideia várias vezes.
  • Seja mais ou menos específíco.
  • Frases com apenas uma palavra? Jamais!
  • A voz passiva deve ser evitada.
  • Utilize a pontuação correctamente o ponto e a vírgula especialmente será que já ninguém sabe utilizar o ponto de interrogação
  • Quem precisa de perguntas retóricas?
  • Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
  • Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
  • Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
  • Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
  • Não abuse das exclamações! Nunca! O seu texto fica horrível!
  • Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia nelas contida, e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes, de forma a torná-las compreensveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
  • Cuidado com a hortografia, para não estrupar a lngúaa portuguêza.
  • Seja incisivo e coerente, ou não.
  • Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu texto pobre -causando ambiguidade - e esquisito, ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.
  • Outra barbaridade que deves evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carago!

Fonte anónima
Encontrado em tuxvermelho

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